1476 (USA); «In Exile»; Prophecy Records (Review: Nuno C. Lopes)

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Já há muito tempo que estes norte-americanos deixaram de ser o «segredo mais bem guardado dos Estados Unidos», como foram descritas pela independente Prophecy Records. Ao longo dos anos e a cada lançamento a dupla, formada por Robb Kavjian e Neil DeRosa, tem elevado a sua própria fasquia. «In Exile» é mais um, excelente, exemplo disso mesmo. Descrever a sonoridade de uma dupla que encontra em H.P Lovecraft ou Edgar Allan Poe a sua inspiração negra e a coloca de mãos dadas com estruturas que devem tanto ao Black Metal como ao Folk e até ao Indie Rock, não é fácil e, decididamente, não é importante. Tal como não é importante mencionar que a banda é oriunda da cidade infame de Salem, Massachussets, no entanto, tudo isto junto faz desta dupla uma das mais originais vindas dos EUA. «In Exiele» é um conjunto de temas que, ainda que funcionando de forma individualmente, coloca a grande questão: Para onde vamos depois da Morte? Foi com isso em mente que a dupla criou estas histórias, ora negras, ora esperançosas, ora libertas de um espírito à solta, sem um corpo que a guie. São onze temas que criam um álbum diverso, fácil de escutar mas que, felizmente, não se esgota numa primeira (ou segunda) audição. Este é um bom exemplo de que é possível misturar diferentes sonoridades e texturas sem nunca perder uma identidade, deixando a música fluir por si só. Eventualmente será o álbum mais acessível da dupla mas é, simultaneamente, a prova de que nãso existem fronteiras na música. Os 1476 elevam a sua própria fasquia e, deixar que este disco passe ao lado é perder um dos grandes discos de 2023.

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