CAFÉ COM CHEIRINHO - Last Piss Before Death/ Fjords

O Nuno C. Lopes e o João Gama atiraram-se a um Café com Cheirinho com dois discos nacionais: " Resistance" dos Last Piss Before Death e "Gehenna" dos Fjords. 


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Last Piss Befor Death – “Resistance”.jpeg


Lançado em Fevereiro pela Raging Planet, "Resistance" é o segundo disco dos Last Piss Before Death (LPBD), surgindo quatro anos após uma, muito bem recebida, estreia com o álbum homónimo. Ao escutar o álbum ficamos com a certeza que a banda perdeu a inocência e decidiu disparar em todos os sentidos. O desencanto fica bem patente, assim como novas coordenadas musicais, sem nunca perder o peso, ainda que tenha perdido algum do groove do seu antecessor, mas está tudo bem! Os tempos não estão para groove! Estes são os tempos de resistência individual e colectiva e onde a mensagem tem de ser transmitida à lei da força e, por isso mesmo, os LPBD conseguiram manter a identidade sem receio de dar um passo em frente no seu som, aliando a isso a vitalidade e a perseverança! Texto: Nuno C. Lopes



 


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«Gehenna» é o álbum de estreia dos Fjords lançado em Fevereiro deste ano. Bastou ouvir apenas alguns segundos para perceber que a banda de Coimbra não está para brincadeiras, apostando num som fresco, inovador e sem barreiras. É difícil descrever esta sonoridade, pois transcende vários estilos, misturando stoner, doom, progressivo, psicadélico, shoegaze, noise rock, industrial, etc. Tratando-se de facto de algo novo, chamemos-lhe doomgaze experimental. Este labirinto sonoro funciona perfeitamente para ilustrar o conceito infernal de «Gehenna». Neste disco de quatro faixas acompanhamos “Virgilio” na sua viagem pelo “Inferno”, “Purgatorio” e “Paradiso”. Como se dizia, nesta viagem, ou mais correctamente trip, não se procura chegar ao abismo, mas sim percorrê-lo fazendo uma longa travessia pelos sentidos, onde a palavra-chave é mesmo o “experimentalismo” que nos desnorteia nesta vertigem psicadélica. Este é certamente um álbum que não agradará a todos, mas que sem dúvida deixa a sua marca no mundo da música, como um bom trabalho artístico deve fazer. Aos mais corajosos, atrevam-se a acompanhar esta jornada! Texto: João Gama 



 

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