
Chegou o Verão! Aquela altura do ano em que o calor aperta, os dias ficam maiores e, claro, chegam as merecidas férias (para muitos)!
Dessa forma, e para que não vos falte nada, o Café com Cheirinho apresenta quatro discos nacionais. Textos: Nuno C. Lopes e João Gama.

Ninguém consegue parar os So Dead! Desde 2023 a banda lançou 1 EP, 1 LP e agora o segundo LP com um título tão urgente como a sua música. "A Wet Dream and a Pistol" (Lux Records) é um daqueles discos com a mira bem alinhada com o alvo que, na verdade, é tudo o que mexe. Mas não se pense que este é um disco pesado, negro sim, pesado não, ainda que com língua afiada, a banda leva a indignação com temas como "Push" ou "BDSM"... e até dá para um pezinho de dança! (Nuno C. Lopes)
«Important People» (Raging Planet) é o segundo álbum dos Democrash, banda nacional que resiste ao rótulos. O disco é uma grande prova dessa resistência, pois contém de tudo um pouco: rock, punk, funk, jazz e mais. Além das guitarras, dá-se espaço a saxofone, e outros instrumentos pouco convencionais no mundo do rock, o que revela mais uma camada da sua abordagem experimental. Mas a música não desafia apenas os estilos, desafia a própria sociedade, as convenções e o status-quo com a sua temática lírica. E até se cruzam as fronteiras linguísticas, tendo neste disco a banda enveredado pelo francês em "Le Toit De La Maison". Dito isto, «Important People» é mais uma prova de como os Democrash resistem à submissão e continuam a quebrar barreiras. (João Gama)

Bem vindos a 1982...perdão, 2025, e ao disco de estreia dos The Pages, com o simpático título de "We Are the Pages" (Lux Records) e, este é o disco de Verão que vocês querem escutar, mas ainda não sabem! Numa dúzia de temas, em pouco mais de 35mins, a banda transforma a simplicidade num mar de melodias revival que nos fazem ir buscar a brilhantina e passear o nosso cenário revival por aí! Sim, cheira a The Clash, mas também a The Pages e a mar, e sal! "We are the Pages" é um disco leve, mas sério, é Pop com Rock e Ska e com tudo o que vier no copo! Este é o ultimo verão de 2025! (Nuno C. Lopes)

E já que estamos na década de 80... e ele a dar-lhe, estamos em 2025! O novo disco dos Wipeout Beat, "It Happens Because We Are, Not Because We Exist" (Lux Records), que é também o terceiro, é um disco onde o som é o momento e, como tal, não há limites, o que transforma estes temas em liberdades criativas de um (ou vários) momentos onde os sintetizadores ajudam o krautrock em synthwave em Punk e electro, tudo em doses oldschool! Para os WB a música é terapia urgente de um pé que caminha a seguir ao outro! E sim, há uma velha caixa de ritmos e um Spectrum ao virar de cada tema. Este é um disco que existe porque os WB existem. (Nuno C. Lopes)