COLOSSO - "O processo pode ser brutal, obscuro, agressivo, nojento, pois obriga-te a passar pelos teus piores momentos."

Zero” marca o regresso de Max Tomé e de Colosso aos discos! Com o disco saído em Abril a HellHeaven quis, com a distância do tempo, perceber melhor este disco que marca uma viragem em relação ao que estávamos habituados. A entrevista e a review são do João Gama.


 


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HellHeaven: Olá, e parabéns pelo novo álbum “Zero” que saiu em Abril! Como estão a ser as reacções?


Max Tomé: Boas! Muito obrigado pela oportunidade.


Sinceramente, não estou atento. As opiniões deixaram de ser importantes para mim há algum tempo. Não me interpretes mal, mas crio música por gosto e não para agradar..ou desagradar! (risos).


 


HellHeaven: Se não estou em erro, este é o teu primeiro álbum inteiramente em português? Quais foram as razões que motivaram esta decisão?


Max Tomé: Já há alguns anos que queria fazer um álbum em português. Como em Colosso cada álbum é um pouco diferente, este era o momento ideal para o fazer e, na minha opinião, combinou bem com o tema do álbum.


 


HellHeaven: O que te levou a escolher “Zero” como título?


Max Tomé: Zero marca o momento, que poderá ser o fim ou início de algo. De te libertares de ti próprio e do teu passado, de começares de novo. Este é o tema principal do álbum e a mensagem que quero passar. O processo pode ser brutal, obscuro, agressivo, nojento, pois obriga-te a passar pelos teus piores momentos.


 


HellHeaven: Em comparação com o anterior “Hateworlds” este parece ser um disco mais brutal. É assim que os vês? O que pretendes transmitir com ele?


Max Tomé: Sim, o objetivo foi criar o álbum mais obscuro e brutal que alguma vez fiz. Houve momentos em que eu próprio nem o conseguia ouvir do início ao fim. Mas agora, após alguns meses sem ouvir, acho que consegui o objetivo a que me propus – obscuro, brutal, negro, intenso.


 


HellHeaven: Como foi o processo de criar “Zero”, e quem foram os músicos convidados que te acompanharam desta vez?


Max Tomé: Desta vez fiz o álbum completamente sozinho e sem convidados. Não o mostrei a nenhum amigo ou pessoa mais chegada durante ou depois da criação, porque, como disse anteriormente, já não tenho grande interesse em opiniões externas.


 


HellHeaven: Quem foi responsável pela arte do disco? E como se relaciona a centopeia com “Zero”?


Max Tomé: Fui eu próprio a fazer o artwork e não se relaciona. Achei uma imagem interessante e que representa mais a sonoridade do que propriamente a temática das letras. Musicalmente, tentei algo asqueroso e quis representar isso com uma centopeia. Não está diretamente relacionado com as letras ou temática do álbum.


 


HellHeaven: Como pretendes promover o disco? Há planos para concertos ou lançamentos de vídeos?


Max Tomé: Há cerca de duns dias ocorreu-me voltar aos palcos. Mas terá que ser muito bem ponderado e com as pessoas corretas. Não me considero um “entertainer” e, por isso, dar concertos para mim é extremamente difícil e stressante.


 


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HellHeaven: Começaste Colosso em 2011, olhando para trás como vez a evolução do projecto? E como achas que tem marcado o estilo?


Max Tomé: Bem, poderia dizer que não mudava nada, mas não sou arrogante a esse ponto. Acho que evitava uns 2 lançamentos, dos quais agora não gosto, por motivos diferentes, e outros 2 que acho que deveriam ter sido lançados mas não como Colosso.


Falo principalmente de “Rebirth” e “Apocalypse”, que com o tempo passei a não gostar muito (a todos os níveis).


 


HellHeaven: Por último, que mensagem gostarias de deixar aos fãs/leitores?


Max Tomé: Mais uma vez obrigado pela oportunidade e tempo de antena. Se não conhecem Colosso, têm montes de música para digerir, comecem pelo “Abrasive Peace” (risos) Se já conhecem, este é um álbum bastante mais pesado e brutal que todos os antecessores, mas mantendo as mesmas influências.


 


 


 


COLOSSO (PRT)


«Zero» (Album Review: João Gama)


Independente


www.facebook.com/colossometal


 


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Max Tomé lidera Colosso há mais de uma década e eis que surge agora o já sexto álbum “Zero”. Como não podia deixar de ser, este é um disco brutal, com os característicos vocais e tons distorcidos que apenas poderiam ter origem no outro lado do abismo. Nesse sentido, e comparado com o anterior “Hateworlds”, “Zero” tem uma abordagem mais grave, sendo mais agressivo e escuro. Este é também o único disco de “Colosso” inteiramente em português, e talvez por isso venha a marcar um ponto de viragem – mas isso só o futuro o dirá. Aventurem-se a mergulhar nas profundezas deste som vertiginoso, com a qualidade a que este projecto já nos tem vindo a habituar.


 

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