DISCURSO DIRETO em dose dupla com RAGE AND FIRE e CULTO MACABRO

Os RAGE AND FIRE  e CULTO MACABRO são dois projectos nacionais que lançaram, recentemente, os seus novos álbuns. Os primeiros com "The Last Wolf" e o segundo através de "Sagrado Paganismo". Desafiámos ambos os prjectos a falarem, na primeira pessoa, sobre cada um dos temas.

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Rage and Fire: Fúria e fogo aqui como representação da tomada de uma cidade pela força das armas há três mil anos; um épico de vitória e derrota, glória e catástrofe. Há sempre dois lados – pelo menos! Os ecos destes tempos remotos ainda se ouvem no presente, e representam talvez a arcaica base da nossa cultura autodestrutiva.

20th Century Man: Não é preciso recuar até há três mil anos para nos apercebermos da nossa inescapável sujeição à passagem do tempo, cujas areias vão enterrando o passado e servindo de base para novas realidades num infindável ciclo de substituição. Somos metálicos de um milénio que se afasta permanentemente para dentro das brumas da história, mas as nossas raízes profundas estão nesses tempos singulares e intensos.

Shapeshifter: Talvez um sonho, ou um transe xamânico, em que o indivíduo sai da sua mísera forma mortal e observa a condição da existência neste mundo calamitoso – como tão argutamente o proclamou Ernesto Sabato.

The Summoning: Uma invocação demoníaca vista pelo outro lado. O lado de baixo.

Tell the Tales (of Medusa): Esta letra surgiu como uma homenagem ao regresso dos Tales of Medusa, depois de uma década de silêncio sepulcral. Como tal, trata de contos, lendas, mitologias da antiga Grécia. Foi um indizível prazer que eles tenham retribuído com a obra ‘Born in Rage (& Fire)’!

Ebb and Flow (Wax and Wane): O manifesto de um sacerdote do templo mais ocidental do Império Romano, dedicado aos deuses Sol, Lua e Oceano. Um local único, o promontório olisiponense – o qual, segundo Plínio-o-Velho, separa as terras, os mares e o céu. E, também, o local onde escavo há década e meia.

Black Wind: Uma referência merecidamente incontornável para o Heavy Metal épico é a obra do Robert E. Howard. Esta é, assim, mais uma homenagem… neste caso um vislumbre de imagens retiradas do seu livro ‘The Hour of the Dragon’.

The Last Wolf: a encerrar o nosso álbum e a dar-lhe título, uma adaptação de um poema do genial Jorge Luis Borges; uma visão do último lobo de Inglaterra, há muito tombado sob o ímpio e impiedoso ferro humano. Um retrato da bestialidade e da selvajaria.

 

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Espectro: Fala acerca de um homem que de uma forma vil e cruel (Sem entrar em pormenores) tira a vida à sua amada, que, entretanto, se transforma num espectro.

Guerreiros da morte: Mais uma vez, sem entrar em pormenores, fala em guerreiros de outros tempos, monstros, que deixaram tudo para trás para destruir e matar tudo à sua frente.

Devassa: Para bom entendedor meia palavra vasta. Este tema fala acerca de rituais satânicos, orgias, morte. É uma mulher fanática e devota a satã.

Sagrado Paganismo: Este tema é praticamente um sacrilégio que fala duma freira que no dia a dia é perfeitamente normal, mas a real motivação e pensamento passam pelas trevas, orgias, rituais, etc…

Anjo Maldito: Não há muito a dizer acerca deste tema, pois é o “cliché” do anjo caído que foi expulso do céu.

Senhor do mal: Fala acerca de uma pessoa que aparentemente na sua forma humana é um homem, mas na realidade é um monstro malévolo que se alimenta do mal, do ódio.

The Fallen Angel: É a cover do projeto do Hypnoticvs (Também a solo). Se não me engano entre 2006/2008 Hypnoticvs começou este projeto antes de emigrar. Entretanto ficou apenas este tema que eu resolvi regravar passado mais de uma década

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