Foi uma noite "complicada" aquela que se viveu no regresso de Abbath ao nosso país, a primeira como cabeça de cartaz, depois de uma passagem por Vagos e outra enquanto suporte para Watain.


Perante um RCA onde, dificilmente, caberia uma mosca, foram as bandas de abertura aquelas que mais se destacaram, até porque, desde o inicio da actuação dos escoses Hellripper, se percebeu que a fasquia estava elevada para esta data da Dread Reaver Tour. O quarteto incendiou o público com um Thrash revivalista e intenso e provocou as primeiras (de muitas) movimentações. Stage dive, mosh, circle pit...enfim, tudo aquilo que um concerto de Metal deve ter.


O que é certo é que, mal sabíamos nós, este era apenas o começo e tudo iria "piorar". Os norte-americanos Toxik Holocaust aproveitaram o embalo e souberam agarrar o público e as movimentações que foram criando, cada vez mais, dificuldades a quem se encontrava nas filas da frente, levando mesmo à intervenção da segurança para evitar stage dive e, a mais que certa, danificaçãuo do material de Abbath. Por esta altura os presentes não eram mais que um amontoado de "carne para canhão".


Abbath, o homem e a banda, estão bem e recomendam-se. Mesmo quando a fasquia foi elevada pelas bandas de abertura, Olve encarnou o melhor de si, munido por um som grandioso e pela sua guitarra (ninguém tem aquele som), o músico e a sua banda tiveram de se esforçar para ser o cabeça de cartaz e suplantar a devastação dos Hellripper e Toxik Holocaust mas, no final Abbath foi herói e vilão na noite fria de Lisboa e, ainda que sem o vermos muito bem, podemos dizer que El Rei D. Abbath está aí para ficar.




Texto e Fotos: Nuno C. Lopes