EVERGREY / KLOGR / VIRTUAL SYMMETRY @RCA CLUB (Fotos e Texto)

Os reis de Metal Progressivo sueco regressaram, finalmente, a Portugal! O RCA encheu-se para celebrar e fazer a festa de uma banda que não envelhece e que está pronta para mexer com os sentidos e emoções. A história repete-se hoje no Porto! Texto e Fotos: Nuno C. Lopes


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O RCA esteve bem composto, não esgotou mas andou bem perto disso, para receber os suecos Evergrey! Os suecos estão em grande forma e, se o palco da sala lisboeta não é enorme, o quinteto minimizou o mesmo com o seu Metal Progressivo que, feitas as contas, é muito mais que isso. 
 Com uma digressão assente no mais recente (e excecional) “Theories of Emptiness” e com uma produção a condizer, onde três ecrãs projectavam o tempo em falta para os veteranos subirem ao palco, salta à vista a disposição do palco, com a bateria colocada de forma lateral, o que permitia ao “rookie” Simen Sandnes estar mais solto atrás do seu kit e, ao mesmo tempo, permitia ao público ver o seu talento! O que fica dos suecos nesta noite é uma banda que sobrevive ao tempo, que se renova, que se torna (ainda) mais humana! Isso fica bem patente com as “tiradas” do “bom Gigante” Tom S. Englund. “Falling From the Sun” e “Say” (ambas do último álbum) arrancam um concerto que se revelaria uma viagem pela história de (quase) três décadaas (celebram em 2025). O público foi agarrado logo ali com a vitalidade que vinha do palco. “Midwinter Calls” e “Distance”, retiradas de “A Heartless Portrait (The Orphean Testament)” e “The Storm Within”, respectivamente, foram as seguintes e o público foi por ali “fora”, soltando as amarras, dando a Englund e companhia toda a energia necessária para absorver “Eternal Nocturnal”, “A Silent Arc” e “Call Out the Dark”! Rendidos, aprisionados no Mundo Evergrey, o RCA perdia-se em sentimentos, em vislumbres dos solos sónicos de Henrik Danhage, antes de uma emocional “One Heart” (que marca o regresso ao novo álbum, e que não seria a última vez!) e a urgente “Where August Mourn”! Para fim de festa (mais ou menos) ficaram guardadas “Misfortune” e o “clássico” “Save Us”, com os ecrãs a contemplarem o que foi muito do percurso da banda desde o seu inicio (sim, eles cresceram e envelheceram, tal como todos), mas a devoção manteve-se e o público queria mais. Para o encore, e em regime “piloto automático”, ficaram “A Touch of Blessing”, “King of Errors” e “Our Way Through Silence”. Os Evergrey despedem-se, o publico despede-se, nos ecrãs um singelo “Thank You” marca o fim de pouco mais de uma hora de história e, a verdade é que soube a pouco e já todos temos saudades. 


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Acontece em todos os concertos existir aquela banda desconhecida e que arregaça as mangas e agarra o púbico pelos colarinhos e os imerge para um estado de comunhão e de absorção que não passa despercebido a ninguém. Na noite do RCA essa honra coube aos italianos Klorg. Socorrendo-do baterista de Virtual Symmetry (devido a problemas de saúde do seu baterista e o regresso à Itália natal), este quarteto levou o público por caminhos tortuosos. Com uma sonoridade que deve tanto ao Metal como ao Sludge, os italianos foram tenebrosos e senhores de uma actuação que levou o público à estupefação! "Rusty" é o Mestre de cerimónias na penumbra da escuridão enquanto mergulha os presentes em Oceanos e mares não navegados há muito tempo! Tudo aqui tem um propósito e os Klorg ganham uma nova família em Portugal (palavra de Rusty)! Energia q.b, bom temas e, acima de tudo a segurança de quem sabe que o público não é deles mas que isso não interessa nada, o quarteto deu conta do recado e apresentou-se como uma banda a ter em conta! 


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Antes deles os, também, italianos Virtual Symmetry tiveram a tarefa (árdua) de abrir as hostilidades. O Rock Progressivo fica sempre bem e os italianos mostraram isso mesmo com uma actuação segura, bem disposta e rigorosa, até tendo em conta o pouco espaço de palco que tinham! A banda sabe o que faz e o que faz é bem feito, assumiram o seu papel sem pudor e foram capazes de despertar o público para o que seria do resto da noite! É certo que, para muitos, os Virtual Symmetry são mais uma banda, mas eles não se importam e, é na genuinidade que a banda encontra a sua força e o seu “porto de abrigo”. Um bom aquecimento!


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A “Emptiness Over Europe” segue agora para o Porto e, fica o aviso para o Norte de que está uma grande noite a caminho e, além das grandes bandas, fica a certeza de que esta é a oportunidade de nos deixarmos levar pela emoção da música que nos preenche e completa. 
 

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