GOD DETHRONED - Discurso Direto

“The Judas Paradox” é o novo disco dos God Dethroned e, aproveitando a conversa com a banda, a HellHeaven quis saber mais acerca de cada tema do disco. Aqui fica a dissecação da banda em Discurso Direto. 

2024-10-30-10-43-37-631.jpg

The Judas Paradox: A faixa-título do álbum. A música é sobre Judas Iscariotes, que fala sobre os acontecimentos que rodearam a traição de Jesus Cristo, sob o seu ponto de vista. É um tema que mantém o mundo sob controlo desde que a história se tornou do conhecimento público. Musicalmente, é a música mais atmosférica e melódica do álbum.

Rat Kingdom: O verdadeiro primeiro single do álbum. A música fala sobre o Vaticano e os muitos segredos que ali estão guardados, longe dos olhares do mundo. E quem deles falar desaparecerá nas sombras. Musicalmente, é uma música que começa com um monte clássico de linhas melódicas que a tornam ao mesmo tempo antémica e bombástica. Segue-se uma explosão de fúria com uma onda de black metal e o estilo próprio de solo de guitarra do Serpent King. Algo que se destaca, na onda do falecido Jeff Hannemann.

The Hanged Man: Uma canção cuja letra é baseada na carta de tarot “O Dependurado”. Liricamente muito simples, mas extremamente catchy. Musicalmente, é uma música de death metal com groove e uma parte intermédia que mostra as habilidades de Dave Meester como um virtuoso na guitarra solo. Principalmente nesta música tem-se a sensação de que a versão death metal de Dave Murray está presente na sua maior glória.

Black Heart: A introdução instrumental de Asmodeus. Partes da música tocadas como se fossem uma orquestra clássica.

Chantik_Photography_133184.jpg

Asmodeus: Versão renovada do single intitulado “Asmodevs”. A música é sobre o demónio mais antigo conhecido pela humanidade. Melodias muito fortes combinadas com pura brutalidade, mas também grandes partes atmosféricas e coros.

Kashmir Princess: Pode-se dizer que esta é faixa mais estranha no álbum. Esta é uma música de ritmo médio que prospera na atmosfera mais do que qualquer outra coisa. Quando começámos a escrever o novo álbum, a ideia era  que as músicas fossem baseadas em teorias da conspiração. “Kashmir Princess” foi a primeira que escrevemos, apenas para descobrir que estas conspirações eram ainda mais loucas do que poderíamos imaginar, por isso ficamos apenas apenas com esta.

Hubris Anorexia: Outra música que combina a brutalidade com a atmosfera. E mais uma bela mistura entre death e black metal. É também a música onde Dave e Henri fazem solos de guitarra juntos. Liricamente, a música fala sobre o confinamento e o pagamento de um preço elevado para recuperar a liberdade. Como a situação a que fomos forçados durante a pandemia.

The Eye of Providence: Provavelmente a música mais técnica do álbum, embora seja muito fácil de ouvir. Grande solo de guitarra de Dave novamente. Liricamente, esta música continua onde parámos em “Illuminati”. O olho (eye) entrou no nosso conceito nesse álbum e demos-lhe o centro das atenções nesta música. Com uma reviravolta entre o bem e o mal.

Hailing Death: Uma música que começou liricamente como uma canção baseada na carta de tarot “A Morte”, mas que mais tarde evolui na história da travessia do rio Estige. Musicalmente, esta música é muito diversificada e segue perfeitamente a letra com atmosferas que nos levam de tempos agressivos e otimistas a partes atmosféricas e melodias fortes.

Broken Bloodlines: Esta é uma headbanger baseada principalmente em midtempo, excepto no início e no fim. A letra fala sobre a dificuldade de continuar a linhagem real por consanguinidade.

War Machine: Esta música inclina-se para o brutal death metal mais do que qualquer outra neste álbum. No entanto, a parte intermédia é muito melódica e peculiar ao mesmo tempo. A música trata de um campo de concentração japonês durante a Segunda Guerra Mundial, onde foram realizadas experiências em pessoas. Infelizmente esta é uma história verídica.

 

0