RADAR HELLHEAVEN - Segundo Trimestre

O João Gama faz o balanço do segundo trimestre de 2026

O segundo trimestre de 2026 revelou-se particularmente rico em lançamentos, tanto no panorama nacional como internacional. Em Portugal, destacaram-se as estreias de Sandmind («13 Pragas Infernais»), Buraco Negro («53 490 000 Anos Luz»), Insvla («AVIR») e Carnification («Walking Among Thousands»), a par dos aguardados regressos de A Dream of Poe («Katabasis: A Marriage Among Ashes»), Anifernyen («Ex Tenebris Lux»), Heavenwood (com a segunda parte de «The Tarot of the Bohemians») e Hourswill («Ensemble»). Merecem ainda referência «Contraste», de Alkimista, «Lúgubres Devaneios de Abismos e Sombras», dos Grievance, «Turbulence», dos Toxikull, e «Dreams & Limitations», dos Sleeping Pulse, projecto que junta Luís Fazendeiro e Mick Moss.


No panorama internacional, os Converge voltaram a surpreender com «Hum of Hurt», o segundo álbum editado este ano, enquanto os Green Carnation deram continuidade à sua trilogia com «A Dark Poem, Part II: Sanguis». Devin Townsend assinou uma das obras mais ambiciosas do período com «The Moth», ao passo que nomes históricos como At The Gates, Corrosion of Conformity, Dimmu Borgir, Darkthrone, Hecate Enthroned, Immolation e Venom demonstraram que continuam plenamente relevantes.
As propostas mais arrojadas chegaram pelas mãos de A Forest Of Stars, Erdve, Fires In The Distance, IATT, Otay:onii e The Neptune Power Federation, sem esquecer os bons trabalhos de Archspire, As the Sun Falls, Bloody Falls, Draconian, Elder, Evergrey, Frozen Soul, Gozu, Impure Wilhelmina, Lex Legion, Monolord, Oh Hiroshima, Outshine, Periphery, Spirit Adrift, Slift, Tarja, The Moon and the Nightspirit, Together to the Stars, Yoth Iria e Zørza. Entre os lançamentos especiais, destaque ainda para o álbum ao vivo «Symphonique», dos Voivod, e para «All Gates Open (Original Motion Picture Soundtrack)», dos Blood Incantation.
Em suma, o segundo trimestre confirmou 2026 como um ano particularmente fértil, marcado pela diversidade, pela qualidade e pela capacidade de conciliar regressos de peso, estreias promissoras e propostas mais ousadas. Texto: João Gama 

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