A décima edição do Massacre Metal Fest trouxe a sua edição mais pesada (sem desprimor para as anteriores) e mostrou que o festival faz já parte do roteiro Metal nacional...e não só! Texto e Fotos: Nuno C. Lopes

Maio voltou a significar romaria metálica até À-dos-Loucos, em Alhandra, para mais uma edição do Massacre Metal Fest, que este ano terá registado uma das maiores enchentes da sua história. Entre concertos intensos, estreias e nomes internacionais, o underground nacional voltou a mostrar vitalidade num festival que continua a crescer em reconhecimento e dimensão.
A abrir as hostilidades estiveram os Crimson Bridge, que rapidamente aqueceram um público ainda em fase de chegada ao recinto, através de uma actuação marcada pela atitude e entrega. O ritmo subiu depois com os Undersave e o seu Death Metal agressivo, ainda que o excesso de volume no baixo tenha prejudicado parcialmente o som. Seguiram-se os Voidwømb, mergulhando o festival num Black Metal oldschool intenso e visceral, enquanto os Lyzzärd assinaram um dos grandes concertos nacionais do dia, destilando Rock’n’Roll clássico com energia contagiante e fortes influências setentistas e oitocentistas.
A internacionalização do festival confirmou-se com a presença dos alemães Morbus Dei, donos de uma actuação pesada e atmosférica, e dos italianos AxeBlade, que protagonizaram um dos momentos altos desta edição graças a um concerto explosivo de Heavy Metal tradicional, liderado por uma vocalista em grande destaque.
O nome mais aguardado do cartaz era, naturalmente, Frank Blackfire. Em formato trio, o histórico músico ofereceu uma autêntica celebração de Death/Thrash Metal, recuperando clássicos de Sodom e Kreator e proporcionando um momento carregado de nostalgia e peso para os presentes.
Já na recta final do festival, os On The Loose estrearam-se ao vivo, revelando em palco o potencial mostrado em disco. Apesar de algumas falhas naturais de uma primeira actuação e da saída de parte do público após Frank Blackfire, a banda deixou indicações positivas para o futuro. O encerramento ficou entregue aos Pitch Black, que voltaram a provar porque são uma referência do Thrash nacional, com uma descarga sonora intensa focada no álbum “Thrash Killing Machine”.
Entre as notas finais, destaque para a presença de um representante da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, sinal do crescente reconhecimento do festival, assim como para o cumprimento rigoroso dos horários e a melhoria da oferta gastronómica. Já o estacionamento continua a ser um dos poucos problemas de À-dos-Loucos, numa edição que voltou a afirmar o Massacre Metal Fest como uma das principais celebrações do underground nacional.

































