Os Russian Circles mantêm uma reputação inegável no universo do post metal, sabendo bem como criar uma viagem sonora ao longo dos seus álbuns. Com «Nine», que, como o nome bem indica, é já o seu nono álbum de estúdio, estes norte-americanos continuam a produzir narrativas instrumentais interessantes. O novo trabalho distingue-se por ser provavelmente o seu disco mais pesado, algo que se escuta logo à primeira faixa “Borehole”. São, porém, os riffs avassaladores da segunda “Empath” que nos fazem mergulhar numa destruição apocalíptica, com tiradas de hardcore ou sludge, e retiram qualquer dúvida (se é que algumas havia) acerca da qualidade do disco. Com “Eluvial” e “E2” introduzem-se texturas eletrónicas, revelando uma banda em constante evolução e sem medo de experimentar. “Arletta”, focada em guitarra acústica, podia fechar o álbum com paisagens mais pacíficas, mas não, ao invés serve apenas como a calmaria que precede a tempestade - uma tempestade chamada “Seventh Seal”, a qual nos transporta definitivamente para o turbilhão apocalíptico. Em «Nine» a banda continua inspirada e a recusar fórmulas, encontrando novas (e mais pesadas) formas de criar paisagens sonoras intensas. Texto: João Gama
(Review) RUSSIAN CIRCLES – «Nine» – Sargent House
Publicado há 1 hora
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