
Melkor, prolífico artista no submundo do metal nacional (Martelo Negro, The Temple Of The Fallen, ex-The Firstborn, entre muitos outros), tem um Culto Macabro mais um projecto de black metal, onde executa todos os instrumentos. Depois de duas demos/splits por volta de 2015, culto Macabro emerge do silêncio com o seu primeiro álbum “Sagrado Paganismo” onde encerra cerca de trinta minutos de trevas. Por entre os riffs e blastbeasts sente-se uma atmosfera fria ao estilo dos anos noventa. Mas, apesar de ser um disco de black metal underground, não é inteiramente cru, tendo uns toques (teclados e voz limpa) aqui e ali que enriquecem a atmosfera sem a adoçar em demasia. Nomes como Emperor virão à mente. As faixas rondam os três a cinco minutos e entregam-se maioritariamente à língua lusa. Esta será uma aposta segura para os que anseiam por black metal gélido e em língua própria.