
A dupla KRASHKARMA chegou, finalmente, a Lisboa e com eles trouxe um furacão associado. A dupla, formada por Ralf Dietel (ex-Nine Inch Nails) e Nicole Skistimas (bateria) foi criada em 2005 e que este ano lançou o quarto álbum “Falling to Pieces” e que os tem levado numa extensa digressão europeia, são na realidade um trio, isto porque Ms Frankenstein, a guitarra híbrida de Dietel é, em simultâneo, um baixo (e vice-versa).

Foram estes os Krashkarma que se apresentaram num RCA que, convenhamos, merecia mais público, mas isso não afectou a dupla que, logo ao primeiro tema (“Wake Them Up”) mostrou ao que vinha e para o que vinha. Desde logo, e sem ser preciso muito se percebeu que esta dupla transporta para o palco toda a energia que se sente nos álbuns. Comunicadores natos, como aliás é normal nas bandas norte-americanas, a banda foi aproveitando para dar a conhecer as suas origens, as origens da banda e, claro, dar a conhecer Ms Frankenstein.
Ao longo de todo o concerto percebe-se que tanto o guitarrista como a baterista (que não é apenas isso!) transportam uma simpatia e simplicidade em igual medida com que aumentam a cumplicidade com o público e entre eles, o que cria uma sinergia perfeita como, aliás, se percebe em temas como “Killing Time”, “Survived the Afterlife” ,“Stranded” ou “9 Lives (1, 2, Die)”, explicadas ao detalhe antes da sua execução.

Assim, ficou a prova de que os Krashkarma são uma banda altamente profissional e tem um power do caraças, provando que menos é (tantas vezes!) mais. Soube a pouco mas, seguramente que no futuro a banda regressará aos nossos palcos.
Antes os OUT OF THE BLACK, banda tributo aos Royal Blood, mostraram ser uma banda competente e que leva a sua actuação “a sério”. Com um baterista tremendo e com uma enorme noção de espéctaculo, a dupla foi o aquecimento e, mais para o final, ainda se atiraram a uma versão de “Hurt” (Nine Inch Nails). Também os Out of the Black aproveitaram cada segundo em cima do palco lisboeta, ficando a curiosidade como funcionaria a dupla num formato “originais”, no entanto, nesta noite, foram a festa e fizeram a festa.
