Formados em 1984 os suíços Messiah são um exemplo de perseverança e dedicação ao Metal Extremo e desde o seu regresso, em 2018, que a banda parece ter ganho uma vitalidade extra, ainda que adensada pela perda de Andy Kaina (primeiro com a saída em 2021 e depois com a sua, inesperada, morte em 2022, aos 53 anos). Contudo a banda encontrou em Marcus Seebach (Chur) um substituto à altura. É assim que chegamos e "Christus Hypercubus" que, convenhamos, é um banquete Death Metal.
A partir do momento que " Sikhote Alin" explode, literalmente, nos ouvidos não há volta a dar e somos empurrados para um disco tão poderoso como, macabramente, delicioso. Num disco explosivo há uma faixa título irrepreensível, uma "Once Upon a Time...NOTHING" ou "Speedsucker Romance", autênticas bujardas sonoras que prometem ser aterradoras ao vivo. Há nuances em termos sonoros e novas abordagens no trabalho de guitarra mas, o que fica mesmo, é o poder que Seebach traz à banda, elevando este álbum (e os Messiah) a um outro patamar.
"Christus Hypercubus" é poderoso, catartico, energético e tudo o mais que possam acrescentar, mostrando que quem sabe nunca esquece! Estão a valer petardos!