Os suecos Pain of Salvation abrilhantaram, e de que maneira, este regresso da Republica da Música ao "ativo". A acompanhar o quinteto estiveram os lusos Apotheous. Texto e Fotos: Nuno C. Lopes

À entrada percebe-se que poucos, ou nenhuns, conheciam a sala lisboeta. Mesmo que para os que estiveram existia algum ceticismo, contudo, a entrar no edifio percebe-se, pelo muito que ainda há fazer, que salas como esta fazem falta (quantas mais, melhor!
Quanto aos concertos, a estreia da sala não poderia ter corrido melhor, todos os ingredientes se foram conjugando durantes as actuações. Os Pain of Salvation, de regresso ao Portugal, apresentaram-se, como sempre no seu melhor! Um concerto desta malta é sinónimo de energia, sinergia, groove, peso e boa disposição, sem nunca descurar um setlist feito à medida da ocasião. "Accelerator", "Reasons" e "Meaningless" abrem o concerto, pulverizando os presentes com o vibe certo para o que foi o resto. Pelo meio temos Johan Hallgren com a sátira e ironia em grandes níveis e Daniel Gildenlöw igual a si próprio, como se as notas do seu baixo o possuísse de forma demoníaca. O melhor deste quinteto é a fórmula que encontraram deixando que todos os integrantes façam parte da festa, por isso não se estranha que o baterista Léo Margarit termine o concerto a cantar uma "On a Tuesday", antes de o vocalista explicar que a banda tem mais um tema, mas que sai do palco, vai esperar que o público os chame e, talvez regressem para mais uma. Dito e feito, para encore ficaram "Falling", "The Perfect Element" e, claro, "The Passing Day of Light". Para trás fica uma excelente noite de Rock e com algum Prog pelo meio.
Também os Apotheus aproveitaram para um concerto forte e coeso onde a banda mostrou que o sucesso tem razão de ser! Humildade, saber o lugar que ocupam e jogar as cartas a seu favor. Os Apotheus são um dos grandes nomes da actualidade e a provar isso mesmo está aí "Ergo Atlas". O público gostou e, que não os conhecia terá ficado impressionado com os temas progressivos, feitos num tempo e espaço ainda por desbravar.
Foi um excelento regresso de uma sala, com duas grandes, um grande público e uma excelente organização! Não há lugar para insatisfação neste Domingo de Outono. Texto: