Foi uma noite agitada ali para os lados do Bairro de Alvalade... e tudo por bons motivos! O RCA Club foi a casa escolhida para o regresso dos Ash Is A Robot aos palcos, oito anos depois! Texto: Nuno C. Lopes

A sala lisboeta estava bem composta para o que foi uma noite de regressos, de estreias, de celebração. Passaram oito anos desde que os Ash Is A Robot pisaram um palco, mas não parece! A banda de Setúbal, liderada por Cláudio Aníbal, se mantém intacta e fiel aos pergaminhos que fizeram deles uma banda de culto. A fusão de uma espécie se Surf Rock com Post-Hadcore (Surf-Core, pode ser?!) continua tão eficaz como a energia da sua atuação. "Ainda estou para saber quem teve esta ideia de merda" - solta o vocalista depois de se juntar (literalmente) ao público, numa metamorfose a que só os "escolhidos" têm direito! Os AIAR dão tudo pela sua arte, pelo seu palco e, a verdade é que, já todos tínhamos saudades de soltar a energia e dar asas à liberdade ao som do quarteto! Obrigado pelo regresso, mas era mesmo preciso esperar oito anos?
Em estreia na capital e, consequentemente no RCA, os Spiralist ignoraram o nervosismo e apresentaram, em grande estilo, os temas de "Violent Feathers" , um dos discos do ano de uma banda sem dores de crescimento. Em palco, os Spiralist elevam a sua sonoridade a outros níveis que nos fazem perder e encontrar sem sair do mesmo espaço físico. Esta era, talvez, a confirmação que faltava para perceber que o Rock nacional está vivo e a criar talento. Venha o futuro!