
Os Cellar Darling estrearam-se, em nome próprio, no nosso país e Anna Murphy mostrou-se surpreendida pela forma como a banda foi recebida. Quando sobem ao palco, não deixa de ser curioso algumas semelhanças entre a multi-instrumentista e Steven Wilson, mas isso podem ser só coisas da minha cabeça, até porque as diferenças são muitas e distantes entre si.
Nesta terceira passagem percebe-se que o quarteto cresceu, no entanto, todos os holofotes recaem em Murphy, especialmente quando se agarra ao hurdy gurdy ou à falta transversal para debitar contos folk de sonhos e ilusão, de perda e nostalgia. Com Murphy atarefada entre os seus intrumentos cabe ao guitarrista ser o agitador de um público que preenche, generosamente, a República da Musica. Há muito nos Cellar Darling mas ainda curto para a banda. Dores de crescimento, talvez!
Do lado oposto, os Insvla, fizeram a estreia em cima do palco e não se deixaram atemorizar. Claro que num outro país, eles seriam um supergrupo, mas isso não interessa nada! Enérgico, emocional, por vezes nervoso, os Insvla preparam esta estreia ao pormenor, e nem Paulo Gonçalves (Fonte, Rasgo) faltou à celebração. Talento, postura e atitude não falta a esta nova banda!
Numa noite de Primavera agridoce, fica pouco do muito a dizer, contudo, todos saíram felizes e cansados e só isso comprova a noite de Sábado.
Texto e Fotos: Nuno C. Lopes