Os norte-americanos Deafheaven estiveram, no passado fim-de-semana, por Portugal. A HellHeaven esteve na esgotada data de Lisboa para assistir a uma noite de caos (des)controlado. Texto e Fotos: Nuno C.Lopes

Formados em 2010, os Deafheaven são, por estes dias, uma força da natureza, capazes de criar o caos desenfreado e adrenalina capaz de fazer acordar o mais resiliente dos vivos. Isso mesmo ficou provado perante uma Republica da Música a rebentar pelas costuras! Estes senhores são uma máquina de devastação, de inquietude, de agitação, de urgência. Sem perdão a banda iniciou a actuação com "Incidental I", "Doberman" e "Magnolia" e, de imediato, o público reagiu com mosh desenfreado, stage dive e outras coisas que tais, fazendo esquecer que lá fora fazia frio e chuva. Ali era pura energia, alimentada numa sinergia banda/público que se transformava em algo indescritível, fosse em temas como "Body Behaviour" ou "Sunbather" ou, a terminar, "Winona". Este foi um regresso de uma das mais importantes bandas do género na actualidade e esta actuação não deixou margem para dúvidas.
Antes, os Portrayal of Guilt foram um rastilho para o que viria a seguir, temas curtos mas intensivos, temas disruptores mas afiados q.b, são uma banda a ter em conta, assim como os estreantes Zeruel! Um trio tímido, mais intimista, e com um baixo que nos faz irrequietos através da voz suave de um vocalista timido, quase desaparecido na simplicidade de uma música que nos fica a sussurrar ao ouvido.