A Republica da Musica foi pequena demais para a grandeza de Eivør que, finalmente, se estreou em Portugal. Primeiro no Porto e depois Lisboa, foram palco de uma magia assombrosamente mágica. Texto e Fotos: Nuno C. Lopes

As Ilhas Faroé são um dos pedaços de Terra mais desconhecidos da Europa, com cerca de 50 mil habitantes, e nele encerra histórias e mitos e rituais como aquele que Eivør transmite na sua actuação perante uma República da Música na sua, praticamente, esgotada!
Algo que nos prende pela subtileza de uma voz poderosa mas doce, gentil mas disposta ao sangue e ao fogo. As canções perdeuram num banquete de magia, de fuga, onde o respeito persiste, o alerta é urgente e há Eivør a encher o palco, como se de um chamariz se tratasse. Visualmente emocionada e agradecida, a cantora não deixe de revelar histórias, as suas histórias! Há, pelo meio, uma versão de "Us and Them", com Ásgeir (ele que antes tomou o assaltou o palco com uma mistura de Arstidir com Radiohead), mas há sobretudo magia perante que nos prende o corpo e permite a fuga à mente! Eivør é magia!
Antes, o já referido, Ásgeir tinha hipnotizado o palco com o seu encanto e timidez! Foi uma excelente surpresa como, aliás, já havia sucedido com Elinborg (irmã de Eivør) que, parece ter o gene e encantou à primeira nota!
Em resum: uma noite de magia, uma noite de redenção, uma noite de encanto.