
Texto e Fotos: Nuno C. Lopes
Foi um RCA muito bem composto aquele que recebeu o veterano Geoff Tate e a sua "The Big Rock Show Tour"! Não existiu tempestade que parasse a máquina Heavy Metal.
Tate, que durante três décadas encantou nos trabalhos com Queensrÿche, continua numa excelente forma e a ser um autêntico Mestre de Cerimónias.
Num palco, mais ou menos, despido salta à vista uma bateria digital e uma total ausência de monitores, isto para não falar de um RCA com um "mini pit", os músicos começam a surgir em palco, Tate surge no final para arrancar com "Empire", "Desert Dance" e "I Am I" e foi como se um um místico microclima se abatesse na sala lisboeta. Tate, com os seus 66 anos, enche o palco com dança, diversão e provocação (sim, todos vimos os beijos para a plateia Sr. Geoff), mas não está sozinho e o quarteto que acompanha o vocalista é parte intengrante de um concerto imaculado. " I Don't Believe in Love", "Screaming in Digital" e a inevitável "Walk in the Shadows" fizeram parte do menu e mostraram o contador de histórias que é Tate, que se mostrou fan da tecnologia (ninguém diria!) e alguém orgulhoso e confortável na sua pele. Ele diverte-se e o público também. O set fecha com "Silent Lucidity" e o que fica é um palco despido, mas por pouco tempo, para encore ficaram "Welcome to the Machine", "Take Hold of the Flame" e, claro, "Queen of the Reich". Em, praticamente, duas horas de actuação, Tate mostrou a sua vitalidade e mereceu a casa que o acolheu nesta noite de tempestade oldschool. Palmas para o público e para a organização.
Josh Watts, aka Ivory Lake despiu os temas ao formato acústico e, munido da guitarra, transformou o Rock em liberdade e com isso foi um bom complemento ao que veio depois. Watts tem a atitude, a coragem e a imagem e a música, falta a banda!