Os veteranos Hammerfall regressaram, finalmente, a Lisboa! Da enchente na República da Música, passando pela grande forma dos suecos, um outro nome despontou numa noite de Heavy Metal. Texto e Fotos: Nuno C. Lopes

Falar de Hammerfall é, também falar de um dos nomes cimeiros do Power Metal, prova disso mesmo são as mais de três décadas no activo e discos como "Legacy of Kings", "Renegade" ou, mais recentemente "Avenge The Fallen". Ao longo de cerca de 2horas os suecos mostraram do que são feitos, começando pela faixa-título do mais recente disco, ficaram feitas as apresentações para tudo o que se seguiu: temas feitos para o público entoar, guitarristas bem coreografados, vocalista e baterista em grande forma e, claro, aquele Power Metal que aquece a alma. Não faltaram temas como: "Hammer High", "Last Man Standing" ou, as inevitáveis, "Any Means Necessary", "Let The Hammer Fall". Para o fim, já em encore, houve "Hails to the King" e "Hearts on Fire", que, esta noite bem se podia chamar, "Hammerfall on Fire".
Antes os britânicos Tailgunner deram um "concertaço", principalmente para todos os que não conheciam o quinteto. O que aconteceu na República da Música foi mágico, quase saído de um episódio de "The Stranger Things"! Para todos os que dizem que o Heavy Metal está morto, esta actuação foi uma verdadeira chapada! Energia a rodos, luzes para dar e vender, músicos supersónicos e grandes temas que prenderam os olhos do público num palco que, subitamente ficou mais pequeno. Em resumo: os Tailgunner agarraram na tocha, incendiaram o palco e público e saíram de cena. Soube a pouco numa actuação a velocidade da luz! A surpresa da noite!
Aos "nossos" Attick Demons couberam as honras de abertura e a banda de Almada não desapontou e, verdade seja dita, ninguém esperava isso. Com um palco cheio e pouco espaço de manobra, o quinteto aproveitou cada espaço, cada minuto, para se agradar e agradar a quem estava à sua frente. Artur Almeida continua a ser um dos grandes frontman do nosso Metal e a voz não envelhece. Em cerca de trinta minutos, e cinco temas, o quinteto aqueceu o público com destaque para "City", "Lets Raise Hell" e, claro, "Atlantis".
Se o Heavy Metal está morto, meus caros, esta noite mostrou que é um morto com muita vida e com muito para dar!
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