Depois da surpreendente prestação no Festival RTP da Canção deste, depois de toda a polémica em torno do mesmo, Henka regressou a Portugal para se estrear no nosso país e foi bom... desculpem, foi muito bom. Texto e Fotos: Nuno C. Lopes

É certo que se esperava, talvez por todo hype criado, mais público mas, afinal, Portugal continua a ser isto, no entanto, foi uma República da Música bem composta a que recebeu Henka e fez a festa, provando que a marca ficou vincada, entre fans e curiosos, o trio (podemos dizer power trio?!) deu conta do recado! Presença, atitude, bons temas, emoção (sim, Henka emocionou-se!), tudo foi permitido numa noite de festa e onde tudo pareceu tão natural como o Rock deve ser. Provou-se que a cantora não depende de "I Wanna Destroy U", da mesma forma que, na cerca de uma hora de concerto, consegue ser assanhada e ter as garras de fora como, também, ser doce e sensivel e, para tal muito ajudam temas como "The Fear", "Burn Them All" ou a versão de "Ao Longe o Mar" (Madredeus).
Para fechar uma noite intensa estava guardada a surpresa "Not Gonna Get Us" (das t.A.T.u) e uma poderosa "I Am God".
Henka veio para ficar e Portugal, a música nacional e o Rock só tem a ganhar!
A abrir a noite Phaze encarou um público que não era o seu e, ainda que sozinho e com o nervosismo da juventude (carreira e idade) o músico deu mostras de saber o que faz, sabendo o caminho que quer percorrer à sua maneira, da sua maneira.