A primeira edição do LX Extreme Summer Invasion, organizado pela Notredame Productions, foi uma volta ao mundo pelo Death Metal. Entre mosh, circle pit e algumas nódoas negras, ninguém se magoou, mas ninguém saiu ileso. Texto/Fotos: Nuno C. Lopes

Com uma pontualidade que se aplaude de pé (deveria ser sempre assim), os Speedemon arrancaram com o seu Trash Speed debaixo do braço e com um grande disco para mostrar. O quarteto está cada vez mais eficaz e, com isso faz um concerto competente e agressivo, com muita energia à mistura. Foi mais uma prova de que estes vilfranquenses são uma das bandas nacionais do momento. O mesmo se pode dizer dos Invictus, conjunto japonês, desconhecido por muitos e que, numa sala que se começava a agitar, deram boa conta do recado, há sempre qualquer coisa nestas bandas do país do sol nascente que faz com que pareçam roçar a perfeição. Dominaram o palco e o público que, ainda assim, estava em período de aquecimento, mas isso mudou rápidamente com os bielorussos Deathbringer, que agarraram o público pelos colarinhos e deram uma boa amostra do que ainda estava por vir. Foi com esta malta que as emoções começaram a aquecer, e de que maneira, a banda segue as regras do género sem deixar muito à imaginação mas todas as marcas ficam no corpo.
O que se seguiu fui puro êxtase, pura devoção e podemos agradecer aos Konvent, a banda dinamarques que tem vindo a conquistar seguidores e mostrou no Music Station todos os argumentos para essa conquista, Rille Emilie List grunha com a simplicidade negra e sensual que desprende qualquer alma. Os Kovent foram a surpresa e a lufada de ar fresco, depois... depois veio o caos.
Os Misery Index dispensam apresentações e nunca deixam ninguém indiferente. Energia quanto baste, simpatia e, à sua frente uma multidão sedente de mosh, circle pit e tudo o que o Death Metal garante. Os norte-americanos foram um locomotiva desenfreada e a todo o gás a que ninguém ficou indiferente.
O mesmo é válido para os "velhinhos" Massacre que, provaram (como se fosse preciso) que são, ainda hoje uma força da natureza e que, por muito que o tempo passe, eles passam por cima de forma irrepreensível. Para final de noite, e perante os muitos resistentes, subiram ao palco os Malevolent Creation e... siga para mais uma ronda de ultraviolência, servida em shots de vodka e debitada em sague maturado. Fieis a si e à sua história, os norte-americanos foram a cereja no topo do bolo de uma tarde/noite onde o Extremo tocou o céu e fez tremer a Terra.
O resultado: Lisboa tremeu e o muito público que se juntou na sala lisboeta soube ser extremo, elevando a temperatura a níveis infernais.