A pequena freguesia de À-dos-Loucos, ali para os lados de Vila Franca de Xira, voltou a vestir-se de negro para a nona edição do Massacre Metal Fest. Texto e Fotos: Nuno C. Lopes

A noite já vai longa, mais do que o esperado, quando os Speedemon, a jogar em casa, terminam a sua actuação, provando uma vez que são uma das melhores (e mais oleadas) no nosso panorama e, com o último disco "Fall of Man" a atestar isso mesmo. Isto foi "só" a "cereja no topo de bolo", porque o festival arrancou, muitas horas antes, com os Dark Pearl, de Vila Real a acolherem o público que ia chegando. Heavy Metal Oldschool até ao osso. Também do norte os Toxik Attack aterraram, finalmente no Massacre depois do cancelamento do ano passado, assim, os vimaranenses eram um dos mais aguardados e...a espera valeu a pena. Thrash Metal Oldschool até ao osso.
Estava na hora de acelerar e, nada melhor que o groove "à Pantera", para provocar um pequeno tumulto. Agradeçam aos Diabolical Mental State. É certo que os lisboetas não apresentam nenhum registo desde 2019, no entanto, a energia do quinteto transpira e respira para o público fazendo da actuação o complemento (perfeito) para Sérgio Afonso e companhia, que é como quem diz os Bleeding Display, ensaguentarem o público com o Death Metal obsessivo compulsivo. Diogo Silva está possuído por um qualquer entidade, enquanto Sérgio Afonso espalha o caos para o moshpit, fazendo valer os 25 anos de carreira!
Depois disto, convém repor energias e, nada melhor que um Courato (ou não estivessemos em Vila Franca de Xira), uma bifana e, claro... um sumo de cevada...