(Reportagem) WEATHER SYSTEMS / HAUNT THE WOODS @República da Música

A República da Música encheu-se para a estreia dos Anathe..., perdão, dos Weather Systems ao vivo, naquela que foi a data de arranque da "Ocean Without A Shore Live". A dose repete hoje no Porto. Texto e Fotos: Nuno C. Lopes

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Com o final, mais ou menos, abrupto dos Anathema ficou um vazio, ainda mais profundo devido à estreita ligação com Portugal, no entanto quem melhor do que Danny Cavanagh para preencher esse espaço? Claro que não está sozinho e Daniel Cardoso (também ex-Anathema) acaba por fazer a ponte entre passado, presente e futuro. Dito isto, os Weather Systems são a continuação de um passado, não muito distante. Ainda que num set (talvez) demasiado extenso mas que serviu, certamente, para o quarteto tirar ilações para o que aí vem, mas isso não interessa nada, até porque o público está rendido desde os primeiros acordes, até porque já são muitos anos. Claro que existiram falsas partidas, mas, como Cavanagh diz: "somos uma banda que toca música ao vivo". Os WS têm bons temas, sejam eles "Synaesthesia", "Ghost In The Machine" ou, a emocional, "Ocean Without A Shore" que, atestam a capacida da banda em criar grandes temas. Mas, é quando o quarteto arranca para a fase Anathema que, definitivamente, o público soltou as amarras e se deixou levar por "Are You There?", em duas versões (uma delas acústica), "Flying" ou as três partes de "Untouchable" e, claro, "Fragile Dreams" que encerrou, com chave de ouro, uma actuação feita de redenção, devoção e nostalgia.

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Desconhecidos pela maioria, mas com 10 anos de carreira, os Haunt the Woods foram uma (muito) agradável surpresa. Liderados por Jonathan Stafford, com longos cabelos, é senhor de uma voz poderosa, imaginem um encontro entre Jeff Bucley e Chris Cornell, e com um guitarrista com talento (mais do que) suficiente para preencher as canções simples, nostálgicas e  imersivas que o quarteto imprime com a simplicidade adensada pela intensidade. Para o fim, ficou um tema, cantado e tocado unplugged numa República da Música rendida ao Rock'n'Roll.

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