
Terceiro disco dos alemães, com lançamento pela influente Massacre Records, "Colours of Pain" é o verdadeiro murro na mesa. A dupla assume aqui a sua identidade sem concessões e conta com a produção musculada de Alexander Krull (Atrocity, Leaves' Eyes) para elevar tudo ao extremo.
Em menos de 45 minutos, descarregam oito faixas como um bulldozer sonoro: riffs cerrados, solos frenéticos e o vozeirão de Ron Merz a comandar a investida. É intensidade máxima, sempre a cascar, mas com produção de excelência. Mais do que um disco, "Colours of Pain" é um grito de revolta — um ponto de exclamação que nos lembra que o sangue que corre nas veias continua a ser vermelho. Texto: Nuno C. Lopes