SHADE EMPIRE (FIN); «Sunholy»; Candlelight Records (Review)

 

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Seis anos depois, os finlandeses estão de volta aos álbuns, e este “Sunholy” é já o seu sexto. Em 2017 viu-se uma troca de vocalistas, e uma alteração na direcção musical de “Poetry of the Ill-Minded”. Neste “Sunholy”, Shade Empire revelam ser uma daquelas bandas que não se rotula, e este não é um disco de black metal, progressivo, melódico nem jazz, mas os elementos estão todos lá – estes e mais uns quantos. Não faltam dinâmicas nem influências, e talvez a melhor maneira de descrever o disco será como black metal sinfónico progressivo. Isto porque conseguimos por vezes ouvir algo que lembra Dimmu Borgir, outras algo que lembra Opeth, talvez Ihsahn (devido ao saxofone) ou até Kamelot devido à voz limpa. E a voz é aqui outro elemento-chave, pois a versatilidade do novo vocalista Henry Hämäläinen em muito contribui para a riqueza sonora de “Sunholy”. Os Shade Empire lançam, portanto, um álbum de metal melódico/sinfónico deixando para trás o cliché da energia alegre e substituem-no por atmosferas negras. Em conclusão, cada faixa deste disco é prova de um trabalho bem conseguido.

Texto: João Gama

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