Pode a maior virtude de um álbum, ou de uma banda, ser, ao mesmo tempo o seu maior defeito? Essa é a dúvida que fica quando se escuta o segundo registo, em formato longa-duração deste trio australiano, composto por dois baixistas e um baterista! Tal como sucede em muitos registos instrumentais estes 8 temas abraçam o risco para todos os envolvidos, incluindo ouvintes. É certo que o facto de em termos concetuais os The Omnific serão únicos e há a seu favor o facto de tratarem o instrumento com a virtude pulsante a que o mesmo se predispõe, no entanto, desfeito o impacto inicial a surpresa vai-se devanecendo, ainda que a banda, aqui e ali, consiga disfarçar as limitações do projecto, embora por vezes de forma pouco eficiente. Ainda que o álbum seja de fácil escuta acaba por se repetir deixando no ar a duvida sobre a vitalidade e frescura no futuro. Este é um disco de apaixonados para enamorados mas também para curiosos e para os mais livres de espirito. Fica a sugestão para "Base Camp" ou para o single "Will-O'-The-Whisp!
Texto: Nuno C. Lopes