A maior complexidade dos Therion é a simplicidade com que a sua musica atinge a estratosfera dos sentimentos, embriagando a alma de longiquas profundidades sentimentais, tantas vezes indescritiveis mas de facil imaginação.
Foi isto que o sexteto trouxe, naquela que pode ter sido a ultima vez, em Portugal e perante uma sala (diria) esgotada ou, muito perto disso.




Durante cerca de duas horas os suecos desfilaram temas do passado e do presente que serão parte de todo um futuro.
Um concerto dos suecos é muito mais do que isso, ele é teatro, opera e Metal, tudo fundido em música que se transforma em coreografias trabalhadas ao pormenor e onde nada é por acaso e depois há "The Siren of the Woods" que nos enche o coração de saudades e nostalgia, acalmando e despertando a paz que, tantas vezes nos falta.




Thomas Vikström assume as rédeas com a sua postura que deve tanto a Halford como a um cicerone de outro mundo ao passo que o lider Christofer Johnsson é o comandante de uma nau que nunca se deixa desgovernar e onde cada um sabe o seu papel, a simbiose roça a perfeição, os músicos divertem-se e são o público do seu público, numa simbiose que só quem lá esteve percebe.
Quando a imortal "To Mega Therion" (já em encore) termina são rostos cansados e de satisfação que enchem a sala lisboeta, no palco e no público, a felicidade reina e, se esta foi a última vez dos Therion por cá, então fizeram-no como só os predestinados o podem fazem!




A abrir a noite os finlandeses Satra, que recentemente lançaram o álbum de estreia "Sand of Time", cumpriram o seu papel e arrancaram alguns aplausos de um publico que não é seu e que, possivelmente, nem conhecia a banda. No entanto, em 45minutos a banda mostrou virtudes (e alguns defeitos), fazendo com que se tenha de esperar pelo futuro e ver o que dali vem!




Alinhamento Therion: