ACHELOUS - "O palco é a casa de qualquer músico de Metal!" (Entrevista)

“Tower of High Socery” é o terceiro álbum dos gregos Achelous, eles que começram por ser uma one man band de Chris Achelous que se transformou num quinteto e que se tem vindo a transformar num caso sério no underground. A HellHeaven esteve à conversa com Chris Achelous para conhecer melhor o álbum e a banda de Epic Heavy Metal. Entrevista: Nuno C. Lopes

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HellHeaven: Começo por te dar os parabéns por “Tower of High Sorcery”. O que pensas sobre o disco e quais as expectativas?
Chris Achelous: Olá Nuno, obrigado pelas palavras e por esta entrevista! Saudamos tos os Metalheads de Portugal! Acreditamos que este disco vai aumentar o nosso nível! Foi divertido fazer este álbum, na composição como gravação, aliás, acho que isso se percebe na produção! Esperamos que os metalheads gostem como nós! Já recebemos algumas reviews e estão a ser bastante positivas!

HellHeaven: “Tower of High Sorcery” é o terceiro disco e, para muitas bandas, é considerado o disco mais difícil de fazer. Sentiram isso enquanto faziam o álbum? O burburinho em torno dos antecessores criou algum tipo de pressão ou responsabilidade?
Chris Achelous: Não foi muito difícil! (risos) É certo que ter tempo limitado entre os dois álbuns foi complicado, mas no que que diz respeito a criar não existiu qualquer problema! Acreditamos que devemos dar sempre um passo em frente e experimentar novos elementos e embrulhá-los na sonoridade épica de Achelous! Dito isto, tudo acabou por sair naturalmente e de forma fácil! Tínhamos um plano e fomos fieis ao mesmo! Assim que entregámos o disco anterior já estávamos a trabalhar no “Tower of High Sorcery” e a pré-produção já estava quase feita, portanto tivemos cerca de 6 meses a gravar o álbum para apresentar à No Remorse Records! Quanto a pressão não sentimos nada disso até porque criamos música que gostamos e esperamos que as pessoas também gostem!

HellHeaven: Ainda que os Achelous possam ser considerados Epic Heavy Metal isso parece ser redutor para tudo o que a vossa sonoridade tem. Qual será a melhor definição para a anda?
Chris Achelous: Nós somos uma banda de Epic Heavy Metal! Para nós este género não é válido apenas para determinada música! Acreditamos que devemos usar todas as ferramentas necessárias para contar uma história e levar o ouvinte connosco! Manowar, Manilla Road, Warlord ou Omen são tudo bandas de Epic Metal, mas são todas diferentes, na minha opinião os Magnum ou os Ten são Epic, também. Podes chamar Rock, podes chamar Metal, não interessa! Podes utilizar todos os elementos épicos para contar uma história, se fazes isso, então é Epic Metal! Não nos importa isso, se gostamos adicionamos, por isso mesmo temos bastantes elementos Folk mas, no fim das contas e depois de passar pela nossa filtragem percebes que somos nós! As canções podem ter muitas influências mas a banda é a mesma!

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HellHeaven: Se compararmos o “Tower of High Sorcery” com o disco anterior quase que podemos sentir a evolução da banda, não apenas musicalmente mas em todos os aspetos da banda. Qual o desafio que colocam a cada álbum?
Chris Achelous: Não trabalhamos apenas como banda, também o fazemos pessoalmente! Tentamos ser melhor e esperamos que isso leve a banda a dar um passo em frente a cada álbum! Seria muito difícil para mim cantar estes temas há 3 anos atrás, mas trabalhei bastante e acredito que consegui o que queria, e isto é válido para todos os elementos da banda. As partes de bateria são mais exigentes e o baixo está a milhas de distância do “Icewind Chronicles”! Acreditamos que a nossa evolução enquanto músicos ajuda a banda a evoluir também!

HellHeaven: Qual a ideia, ou conceito, deste álbum e onde foram encontrar a inspiração para ele?
Chris Achelous: O disco anterior foi baseado nas “The Icewind Dale Trilogy”, uma obra prima do R.A Salvatore. Para este álbum queríamos explorar o mundo de “Dragonlance” e dos livros de Margaret Weis e Tracy Hickman! Somos fans do fantástico há muito tempo e alguns de nós jogávamos algumas coisas de RPG desses mundos, por isso não temos problemas em criar álbuns com as temáticas deste género!

HellHeaven: A banda é reconhecida pelas suas aparições ao vivo, será justo dizer que o palco é o vosso habitat natural?
Chris Achelous: O palco é a casa de qualquer músico de Metal! Podes fazer o que quiseres no estúdio, no entanto em palco estás despido de tudo isso, és tu e o público, um para um! (risos) Se gostares do que fazes isso vai ser percetível! Fui criado nos anos 80 e as primeiras banda que vi ao vivo e em vídeo foram os Scorpions, Accept, Saxon, Mötleu Crue, esse tipo de bandas… com concertos maiores que a vida! Essas são as bandas que nos inspiram nos concertos, aquela energia, a paixão… tudo o que uma banda precisa de ter em palco!

HellHeaven: Qual a mensagem que deixas para Portugal…
Chris Achelous: Muito obrigado pela entrevista! Saudamos todos os fans portugueses e, claro, os nossos amigos Ironsword, uma banda com quem partilhámos o palco antes da pandemia! Stay Metal!

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