Depois de terem apanhado o underground pelos colarinhos os Black Hill Cove estão de regresso para mais uma dose de Thrash, Groove e tudo o que vier “à rede”. Aproveitando o lançamento do álbum a HellHeaven esteve à conversa com Rui FAC para descobrir mais sobre o disco… e não só! Entrevista: João Gama

HellHeaven: Olá, e parabéns pelo vosso novo álbum “Ex-Tenebris Vita”. Como está a ser recebido?
Rui FAC: Olá, obrigado pelo convite. O álbum está a receber muito boas criticas, de pessoas mais chegadas a nós, o que é mais normal, das criticas que têm saído, e nos concertos as reações têm sido óptimas. Estamos muito contentes com ao feedback.
HellHeaven: O que está por detrás do título “Ex-Tenebris Vita”?
Rui FAC: A ideia para o titulo do disco parte da mensagem que o disco quer transmitir, que tudo se transforma, neste caso, transformar o que está mau em bom, que era o sentimento que queria que o disco tivesse liricamente. A ideia do titulo ser em latim, foi uma ideia do Nuno, que eu explorei e cheguei a este titulo que todos concordaram, da escuridão vem a vida.
HellHeaven: A sonoridade deste novo disco é bem distinta do anterior “Broken”. Que visões/decisões criativas decidiram seguir para chegar a este resultado?
Rui FAC: A nossa ideia foi sempre crescer. Neste disco a criação dos temas esteve nas mãos do Nuno, em que todos demos o nosso input para a versão final, mas sempre a pensar em não repetir nada sem perder a nossa identidade, experimentando novas ideias também, acho que conseguimos fazer isso mesmo. Estamos muito contentes com o resultado final.
HellHeaven: Agora está convosco Xinês, o vosso novo baterista. Como foi a sua integração? E a sua contribuição para este novo disco?
Rui FAC: A entrada do Xinês foi optima, com a saída do João tínhamos de arranjar alguém, e ele foi a primeira pessoa com quem pensei em falar para tocar connosco, mas tinha receio pela distância, mas depois de várias conversas ele gostou da ideia e da banda, e a distância acabou por não ser problema. Sempre temos uma desculpa para visitar Évora, que é uma linda cidade. A contribuição dele para este disco não foi maior, porque os temas já estavam com as bases criadas, mas deu o seu contributo, que ainda é mais notável ao vivo.

HellHeaven: À parte da distinção entre álbuns, o vosso som já é uma mistura de estilos (thrash, death, Groove). Além de que têm trabalhado noutras bandas. Nesse sentido, o que define os Black Hill Cove? E como mantêm a sua identidade coesa e separada de todos os vossos outros projectos?
Rui FAC: Black Hill Cove é basicamente uma banda de metal, que gosta de explorar as influências dos seus membros, sem medos de incorporar outros elementos que façam sentidos nas musicas. Os outros projectos que temos têm a sua identidade, e é o que faz sentido, senão estaríamos a fazer mais do mesmo, éramos simplesmente mais uma banda.
HellHeaven: Tal como no disco anterior, existe uma faixa instrumental intitulada em português: “Enquanto a Terra chora”. Esta é uma tradição que planeiam continuar no futuro? E haverá possibilidades para músicas com letra em português?
Rui FAC: Desde o primeiro disco que quisemos manter essa ideia, os temas instrumentais terão sempre nome em português. Em relação a temas cantados em português, vai depender das musicas que fizermos. Como sou eu que escrevo as letras, não gosto de planear essas coisas, se um tema que estivermos a fazer me fizer sentido ser em português, escrevo, mas só se fizer sentido.
HellHeaven: Quais são os planos para o futuro próximo em termos de divulgação? Alguns vídeos? Datas para concertos?
Rui FAC: Rui FAC: Estamos a tratar de concertos, que serão divulgados assim que pudermos, temos uma ida a Noruega em Novembro, algumas reviews do disco para sair e temos um vídeo novo para estrear daqui a uns tempos. Para já estamos focados em arranjar mais alguns concertos e tocar ao vivo, que é no palco que nos sentimos bem.

HellHeaven: Em relação a entrevistas, há alguma pergunta a que gostariam de responder, mas que nunca vos foi feita? Se sim, qual (e qual a resposta)?
Rui FAC: Nunca tinha pensado nisso, mas se alguém quiser fazer a origem do nome da banda, leia o livro A Ilha do Tesouro de Robert Louis Stevenson.
HellHeaven: Obrigado pela vossa disponibilidade. Para terminar, que mensagem gostariam de deixar aos vosso fãs/nossos leitores?
Rui FAC: Um grande obrigado a todos pelo apoio, e se puderem apareçam num concerto e divirtam-se connosco e com a nossa musica. Abraço a todos.

“Ex- Tenebris Vita”, segundo registo dos Black Hill Cove é um excelente álbum, mas a HellHeaven quis saber mais sobre o que esconde cada um dos temas. Aui fica o álbum em DISCURSO DIRETO
"NO ESCAPE" – É um lembrete de que a vida não pára e o destino de todos é o mesmo
"DECEIVER" – Fala sobre as pessoas que se aproveitam dos outros e enganam para proveito próprio
"ETERNAL" – Se fores verdadeiro para com todos, vais marcar pessoas e serás sempre recordado
"WARRIOR TO THE WORLD" – Este tema é sobre ser resiliente e lutar e pelo que queres
"ANOTHER STEP TO THE SUN" – É sobre agarrar a vida, viver passo a passo e que melhores dias virão
"BECOME THE MASTER" – Um tema sobre ser melhor, que te podes tornar um mestre
"THIS LIFE WON’T TAKE ME DOWN" – O caminho que escolhemos por vezes é difícil mas não nos pode deitar abaixo
"CARRY ON" – É um chamar de atenção para libertar -te de medos e continuar no teu caminho
"ENEMY OF SELF" – Este tema é sobre autodestruição, o ser humano é o seu pior inimigo
"RELEASE THE PRESSURE" – Como o nome indica, é sobre livrar-nos da pressão
"YOU" – Só tu tens o poder de para seres melhor