BLACK TUSK - "Enquanto músicos e artistas escrever canções e letras são a nossa terapia!" (Entrevista)

Foi preciso esperar seis anos para que os Norte-Americanos Black Tusk nos presenteassem com um novo álbum, no entanto, “The Way Forward” compensa bem este tempo! Depois de algum tempo mergulhados em situações normais dos comuns mortais, a banda mostra o caminho em frente e a HellHeaven foi à procura de respostas numa conversa com Chris Adams e Andrew Fidler. Entrevista: Nuno C. Lopes

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HellHeaven: Começo por vos dar os parabéns por “The Way Forward”, quais são os teus pensamentos e expectativas em redor do álbum?
Chris “Scary” Adams: Obrigado! Fazer este álbum foi um processo lento! Estivemos parados mais de um ano devido à pandemia e outras situações da vida! Andámos a passar riffs uns aos outros ou a fazer pequenos vídeos para nos lembrarmos das ideias! Quando finalmente regressámos ao esúdio as canções juntaram-se de forma muito orgânica e adoro como elas soam sujas e agressivas. Acho que este álbum capta muito bem o que levamos para os nossos concertos.

HellHeaven: De certa forma este álbum marca uma nova era nos Black Tusk com a entrada de novos membros e a estreia da banda com dois guitarristas. Será esta uma versão melhorada da banda e o que trazem os novos elementos de novo?
Chris “Scary” Adams: Fomos capazes de juntar mais camadas que pudéssemos replicar no palco, aliás, foi por isso que me juntei à banda! Desde que me juntei aos Black Tusk que tentamos adicionar aos temas antigos sem que se altere o feeling mas sim adicionar algo que só é possível com duas guitarras! Ter-me a mim e ao Derek traz algo de novo e fresco às composições e à sua estrutura. Todos vimos de meios diferentes e isso permite-nos fazer umas coisas porreiras! Não diria que é uma versão melhorada da banda porque continuamos a ser os Black Tusk mas é, sem dúvida, a olhar sobre o que está por vir!

HellHeaven: Os Black Tusk estão no activo há 19 anos, quais as memórias que guardas deste tempo da banda e todo o percurso e crescimento?
Andrew Fidler: 19 anos! (risos) Basicamente estamos a falar de 2 décadas da minha vida! Esta banda tem sido a coisa mais constante da minha vida até ao momento! Fizemos um longo caminho desde putos quando começámos isto e muita coisa já aconteceu, muitos altos e uma carrada de baixos! E este disco é sobre isto mesmo, altos e baixos, e de como lidas com isso. Em termos sonoros e estilísticos este disco é o meu favorito, este é o caminho em frente (the way forward) da banda (risos), por isso podem esperar mais disto no futuro!

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HellHeaven: De certa forma o “The Way Forward” é um disco positivo e com uma mensagem positiva mas, conforme disseram é bem capaz de ser o vosso disco mais poderoso. Qual foi o desafio deste álbum?
Chris “Scary” Adams: Não posso falar por todos mas os últimos anos foram duros! Batalhei com depressão, ansiedade, raiva e perda, e não foi nada fácil! Escrever guitarras altas e estar envolvido na música é uma terapia, por isso, escrever este disco foi uma forma de soltar os meus fantasmas! Não podemos, ou pelo menos não deveríamos, mergulhar em coisas que não podemos mudar e temos de batalhar para nos levantar e seguir em frente!

HellHeaven: O Mundo está mais louco que nunca e a vida está cada vez mais complicada a cada novo dia. Como olhas para o mundo actual e o que podemos, enquanto sociedade, fazer para mudar o rumo dos acontecimentos?
Chris “Scary” Adams: Estou completamente de acordo contigo! O Mundo é um local selvagem e receio pelas gerações futuras. Não sei o que podemos fazer para mudar isto e o teu palpite é tão bom como o meu mas, talvez, sermos mais civilizados uns para os outros fosse um bom começo!

HellHeaven: Alguns dos temas do álbum são bastante pessoais, começando pela faixa que dá nome ao disco ou “Dance on Your Own Grave”. Quais as histórias desses temas e foram, também eles, uma forma de “limpar o armário”?
Andrew Fidler: Todos os nossos temas surgem de experiências pessoais, experiências, emoções e pontos de vista! Enquanto músicos e artistas escrever canções e letras são a nossa terapia! Por isso sim, os temas são uma forma de lidar com essas emoções e sentimentos de forma construtiva!

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HellHeaven: Todos vocês cantam no álbum e isso pode ser um desafio. Qual o fator de decisão sobre quem canta onde? Houve alguém que tenha sido uma surpresa?
Chris “Scary” Adams: Todos temos vozes distintas e enquanto escrevemos conseguimos perceber qual a voz que encaixa melhor em determinada parte! É uma coisa porreira e adiciona dinâmicas às canções! A maior surpresa foi o Derek que nunca tinha feito vozes numa banda mas quando adicionámos as partes deles sei que me caiu o queixo! Ele é fantástico! (risos)

HellHeaven: São já sete álbuns, pensam que o “The Way Forward” é o vosso melhor disco ou o melhor ainda está por chegar?
Andrew Fidler: Cada álbum tem a sua história e comprar discos não seria justo! Todos eles representam um determinado período das nossas vidas e este não é excepção! Acho que fizemos um disco muito forte e espero que todos sintam o mesmo quando estiverem a ouvir! Enquanto as pessoas nos ouvirem vamos continuar a tocar e a escrever álbuns!

HellHeaven: Os Black Tusk celebram 20 anos para o ano, existem alguns planos para celebrar a ocasião ou ainda é demasiado cedo para isso? !ual a mensagem que deixam para Portugal…
Chris “Scary” Adams: Esperamos andar a fazer mais digressões e quando não o estivermos a fazer vamos estar a escrever novos temas, por isso não vão ter de esperar 6 anos pelo próximo álbum! Esperamos que todos vocês gostem do “The Way Forward” e que possamos estar frente a frente para vos levar uns riffs sujos e lamacentos!

 

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