
HellHeaven: Começo por vos dar os parabéns pelo vosso álbum de estreia. Como se sentem por este objectivo alcançado e como olham para o resultado final?
Dark Age Of Ruin: Desde já queremos-te agradecer, Nuno, pelas palavras e pelo todo o apoio. Sentimo-nos muito orgulhosos do trabalho que fizemos, e do enorme passo dado, o resultado final ficou acima das nossas expectativas, quanto a nível sonoro, visual e físico.
HellHeaven: Uma curiosidade da banda é que vocês são pai e filho. Quem é que levou o Metal a quem? Existe uma troca de influências? Onde é que essa ligação familiar fica quando toca à banda?
Dark Age Of Ruin: Exato. O Hugo (Pai) é que levou o Metal ao Hugin (Filho), portanto, o Hugin sem dúvida foi influenciado pelo Hugo e ainda hoje é. Sim claro, apesar das influências de nós os dois serem muito parecidas, senão iguais, mas sim claro que há. A ligação familiar quanto toca à banda não muda, isto é, somos pai e filho a compor, a gravar, a festejar… ou seja é sempre esta ligação de pai para filho.
HellHeaven: Falando do álbum, facilmente se percebe que o vosso Black Metal vai buscar a sonoridade ao Oldschool. Assim, que bandas acabam por ter uma maior influência no vosso som e conceito? Eu arriscaria que Mayhem é uma delas, estarei certo?
Dark Age Of Ruin: Sim. As bandas que certamente acabam por ter uma maior influência no nosso som e conceito são Mayhem (como acabaste de citar), Tsjuder, Immortal, Impaled Nazarene, Urgehal e Gorgoroth. Mas lá está, poderia estar aqui a escrever muitas outras bandas.
HellHeaven: O título do álbum além de remeter para a esfera religiosa abraça, também, o esotérico. Qual o conceito e o que deu origem a estes temas?
Dark Age Of Ruin: Sim. O conceito que deu origem ao tema do álbum, é toda a revolta que existe perante um "alguém" que jurava paz e amor entre todos, e que no entanto, nos dias de hoje vivemos completamente o contrário. Nomeio a grande guerra que está a acontecer, todo o ódio que existe na humanidade e várias outras coisas que fazem com que estas “almas abstratas” se revoltem perante “aquele”.

HellHeaven: Actualmente os Açores estão a viver uma espécie de «hype», não apenas na música, mas também ao nível turístico. Existe algum receio que as ilhas possam ser tomadas de assalto ou, por outro lado, consideram que pode ser algo positivo para os açorianos?
Dark Age Of Ruin: Exato, pensamos que este hype está a ser muito bom. Pois com a quantidade de turistas cá, e turistas metalheads é sempre uma oportunidade de levar o Metal Açoriano mais longe. Posso te dar um exemplo que aconteceu-nos há uns dias, um metalhead da Polónia que veio cá passar férias e comprou o nosso pack físico (T-shirt e CD). Portanto, o turismo cá só vem a favorecer, isto claro, na nossa opinião.
HellHeaven: Falando apenas de música, as ilhas têm vindo a apresentar, muito por culpa do Museu do Heavy Metal Açoriano, alguns projectos bastantes interessantes. De que forma isso pode ajudar a que as bandas possam crescer e que impacto isso tem nas ilhas no que toca ao Metal?
Dark Age Of Ruin: Sem dúvida o Mário Lino, CEO no Museu do Heavy Metal Açoriano, tem vindo a demonstrar grande apoio e promoção em cima das bandas das ilhas, isto feito com muita dedicação. Com as suas compilações Azores&Metal, tem aparecido muitas bandas/projetos novos e alguns renascimentos de antigas bandas, e como podem ver Dark Age Of Ruin está em todas as edições. Sem dúvida este foi um trabalho crucial para o novo “hype” do Heavy Metal Açoriano, e para a promoção das bandas aqui das ilhas.
HellHeaven: O «False Messiah and the Abstract» tem selo Selvajaria Records. Como é que eles chegaram até vocês e como se estão a ambientar a esta nova casa? Ao mesmo tempo, questiono como está a ser a recepção do álbum?
Dark Age Of Ruin: Bem Nuno, isto tudo começou com uma conversa com o Mário Lino. O Mário já conhecia o Hugo Rebelo, CEO na Selvajaria Records, e o Mário já sabia que estávamos a compor o álbum. Sendo assim, com o álbum finalizado, o Mário Lino envia o álbum ao Hugo Rebelo, o Hugo gostou e demonstrou interesse em editar o mesmo, e nós banda, aceitamos com todo o gosto. Foi sem dúvida, uma ótima experiência trabalhar com este grande senhor, que lidera a Selvajaria Records. Queremos agradecer novamente ao grande Mário Lino por acreditar em nós, e ter coragem de nos colocar para fora da ilha, e ao Hugo Rebelo que foi um enorme pilar no nosso crescimento, que também acreditou em nós e batalhou para que todo o material fica-se do agrado de todos, é sem dúvida uma experiência que levaremos para a nossa vida e será sempre lembrada, pois este foi o nosso primeiro álbum, ainda mais em forma física. Olha Nuno, a recepção do álbum está a ser fenomenal, temos recebido muito feedback positivo e muito apoio, estes vindo de Portugal e principalmente do estrangeiro, países como Alemanha, Inglaterra, Noruega e Itália.
HellHeaven: Álbum lançado, inclusivamente com um Meet and Greet, e agora, o que se segue? Existe alguma coisa marcada no que diz respeito a concertos? Quais são os vossos objectivos nesse sentido?
Dark Age Of Ruin: Agora seguimos caminho para expandir o nosso chão, e isto será via concertos, portanto podem esperar ver-nos ao vivo, inclusivamente aí no Continente Português. Ainda não temos nada marcado, nem podemos dar muita mais informação ao que toca aos concertos, mas podem esperar por eles.

HellHeaven: Qual a mensagem que deixam para os nossos leitores e para os Metalheads…
Dark Age Of Ruin: A mensagem que deixamos a todos os leitores da HellHeaven é simples. Continuem a apoiar o nosso underground e stay heavy, e já agora, se ainda não ouviste o nosso álbum de estreia, ouve-o, pois não te arrependerás. Nuno, obrigado pelo convite e grande abraço!