Começaram como uma banda de covers de Kiss, mas eis que em 2025 os Teaser Sweet se atreveram a lançar o seu já quarto álbum “Night Stalker”. Estes foram temas para a HellHeaven estar à conversa com Therese Damberg, a vocalista da banda sueca. Entrevista: João Gama

HellHeaven: Olá, e parabéns pelo vosso novo álbum “Night Stalker”, que será lançado dentro de algumas semanas. Como se sentem com o resultado final e quais as vossas expectativas?
Therese Damberg: Estamos muito contentes com o resultado do álbum e esperamos que mais metaleiros achem o álbum agradável e queiram abanar a cabeça.
HellHeaven: Há cerca de uma década começaram por tocar covers dos Kiss. Como é que tudo evoluiu para a criação de material original?
Therese Damberg: Começámos por tocar músicas dos Kiss porque não tínhamos mais nada para tocar. Quando percebemos que éramos realmente bons, começámos a fazer as nossas próprias músicas. Escrevemos as três primeiras mais ou menos num só dia.
HellHeaven: Dois dos membros fundadores, tu e o Marcus Damberg, são irmãos. Como é estar numa banda entre família?
Therese Damberg: É simplesmente fantástico! Somos como que melhores amigos, por isso sabemos exatamente como lidar um com o outro e isso significa que nos tratamos com respeito e nos divertimos imenso.
HellHeaven: Christoffer Cardell, outro membro fundador, deixou a banda há alguns anos, e Hampus Steenberg tornou-se o baixista após a sua saída. Este é o primeiro álbum com Hampus. Como foi o seu contributo e quão diferente é o som com ele?
Therese Damberg: Quando se trata de composição, todos temos um papel a desempenhar. Hampus é um bom músico, tem ideias fixes e trabalha muito bem em equipa. O Hampus está a dar um toque mais groove à nossa sonoridade, o que nós adoramos. É muito bom ver as coisas de uma perspetiva diferente.

HellHeaven: Qual dirias que foi a parte mais fácil de fazer este álbum? E a mais desafiante?
Therese Damberg: Depois de começarmos a compor, foi fácil, mas somos sempre autocríticos, o que pode parar o processo. Algumas das músicas são antigas e já estamos a trabalhar nelas há muito tempo. Também decidimos ignorar algumas porque não estavam a ir mais longe, e não queremos ter músicas no álbum só para encher: cada música tem de ser como o primeiro gole de uma cerveja num dia quente de verão! (risos)
HellHeaven: Este é o primeiro álbum que lançam com o apoio de uma editora (High Roller Records). Como se desenvolveu esta colaboração?
Therese Damberg: Quando o álbum foi finalizado e chegou a altura de considerar o lançamento, estávamos ansiosos para ver se alguma editora nos ajudaria. Escrevemos à High Roller e eles gostaram do que ouviram e pronto.
HellHeaven: Tendo já três lançamentos anteriores lançados de forma independente, quais são os prós e os contras de trabalhar dessa forma?
Therese Damberg: Quando se trabalha de forma independente, tem-se sempre controlo total sobre tudo, mas também significa muito trabalho tentar ter sucesso com o álbum. A desvantagem é que não chega a tantas pessoas como gostariamos e não temos as ferramentas certas para alcançar um público maior. Não és visto da mesma forma e não és levado tão a sério como quando há um rótulo por trás.
HellHeaven: Embora o álbum ainda não tenha sido lançado (ndr: a entrevista foi realizada antes do lançamento), já sairam dois singles: “Deep in the Woods” e “Turn Me on”. Como foi o feedback sobre os mesmos?
Therese Damberg: Foi muito bom. Recebemos apenas comentários positivos e muitas pessoas estão ansiosas por ouvir o álbum na íntegra.
HellHeaven: É curioso que a faixa-título não tenha sido um dos singles lançados antecipadamente. Como selecionaram as faixas para singles/vídeos? Pretendem lançar mais algum?
Therese Damberg: A razão pela qual não escolhemos a faixa-título é porque queríamos destacar também outras músicas. A razão pela qual escolhemos “Deep in the woods” é porque tínhamos uma ideia divertida para um vídeo e escolhemos “Turn me on” porque achámos que seria um sucesso. Não temos planos para lançar mais vídeos, por isso, se nos quiserem ver, terá de ser ao vivo no palco.
HellHeaven: Falando de palcos, já há planos para se fazerem à estrada?
Therese Damberg: Temos um concerto marcado com a banda Universe na Suécia, nada mais, mas estamos ansiosos para começar o espectáculo.
HellHeaven: Estão a par da cena metal portuguesa? E estariam dispostos a tocar por cá?
Therese Damberg: Não conhecemos o metal de Portugal, mas ouvimos dizer que é um país lindíssimo com praias fantásticas, por isso gostaríamos muito de o visitar, ouvir um pouco de metal e tocar!

HellHeaven: Obrigado pela disponibilidade. Em relação a entrevistas, há alguma pergunta a que gostarias de responder, mas nunca ninguém te fez? Se sim, qual (e qual a resposta)?
Therese Damberg: Na verdade, há uma pergunta que ninguém me fez, mas que tenho todo o gosto em responder: Alguma vez derreteram um rosto com um riff de guitarra?
Pois bem, foi exatamente isso que aconteceu. Certa vez, durante um concerto fantástico, o nosso guitarrista Marcus adquiriu uma força interior que fez com que os seus dedos tocassem cada vez mais rápido durante o solo de uma música chamada Hypnotized. Na plateia estava um homem cujo rosto se derretia de felicidade. A partir desse dia, ele ficou para sempre nos nossos corações, o nosso fã: Ole Metalking. (risos)
HellHeaven: Por fim, gostarias de deixar uma mensagem aos vossos fãs / nossos leitores em Portugal?
Therese Damberg: Não deixem de divulgar o Teaser Sweet. Comprem o nosso álbum, façam streaming das músicas e abanem a cabeça! Adoraríamos ir a Portugal no futuro!