FINTERFORST - "Quando nos perguntam que género de música fazemos é sempre complicado" (Entrevista)

Os germânicos Finterforst são uma banda de culto dentro do Metal! Com uma carreira que se aproxima das duas décadas, o sexteto lança um ambicioso “Jenseits”! A HellHeaven esteve à conversa com Simon Schillinger, um dos membros fundadores. Entrevista: Nuno C. Lopes

 

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HellHeaven: Começo por vos dar os parabéns pelo “Jenseits”, lançamento que teve uma ajuda dos vossos fans. Querem falar um pouco de como tudo se processou?

Simon Schillinger: Este lançamento é um dos maiores que já fizemos, independentemente de ser só um tema! A duração do tema e o seu conteúdo são muito especiais. Quando a pandemia surgiu tivemos a ideia de criar uma peça que servisse de transição para um futuro longa-duração, dado que estamos sem editora pedimos ajuda aos nossos fans para financiarem este projecto. Felizmente houve pessoas interessadas neste conceito e acabaram por nos ajudar e estamos muito gratos a todas elas!

 

HellHeaven: Como decorreu todo o processo de juntar as ideias que foram chegando e qual foi a linha condutora para as juntar?

Simon Schillinger: Foi o processo normal! Fui compondo todo o material e fui recebendo o feedback dos restantes membros da banda! Depois da música feita o Olli (Oliver Berlin, vocalista) começa a tratar das letras! Não existiu nenhum fio condutor, como sempre acontece componho com o que me vai no subconsciente e que surge no meu dia a dia e nos diferentes sentimentos que vou experimentando, seja a ouvir música, estar com família e amigos ou, simplesmente, a imaginar vastas planícies naturais!

 

HellHeaven: A banda formou-se em 2004 e desde aí que atingiu um estatuto de culto, não só dentro do Metal. Como é que olhas para o crescimento da banda e para o caminho percorrido?

Simon Schillinger: Muito obrigado por essas palavras! Na realidade não temos a noção da banda existir há tantos anos! (risos) É inacreditável, tantos anos, tantos concertos, produções e tantas experiências memoráveis, desde sermos uns miúdos, até ser um projecto de pessoas adultas até ao ponto de termos família, é incrível! Acho que estamos muito gratos pelo facto de estarmos nesta viagem! A música e a amizade entre nós e todas as amizades que fizemos ao longo dos anos, tudo isto somado é uma parte significativa das nossas vidas.

 

HellHeaven: Algo que distingue a banda é o facto de usarem o acordeão, qual o desafio de incorporarem o instrumento com os outros?

Simon Schillinger: Não existe qualquer desafio! Desde o inicio que o acordeão fez parte da banda mas, devo dizer, que temos desenvolvido as nossas aptidões na forma como o usamos e, nos últimos lançamentos a sua utilização foi mínima, se compararmos com os primeiros lançamentos, até porque a música foi ficando mais profunda e pesada, por isso temos de ser cuidadosos na altua de colocar determinados instrumentos, como é o caso do acordeão, que tem um espaço especial nos nossos temas.

 

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HellHeaven: Vocês rotulam o vosso género como Black Forest Metal. Como encontraram esse rótulo e qual o significado e a ligação com o conceito da banda?

Simon Schillinger: Quando nos perguntam que género de música fazemos é sempre complicado para nós responder ou colocar um só género, por isso decidimos criar um rótulo a partir da origem, Black Forest, que é épico, escuro e tem uma atmosfera especial, tal como a nossa música! (risos)

 

HellHeaven: Falávamos há pouco dos últimos dois anos relacionados com a pandemia e este lançamento parece um manifesto da banda para os seus seguidores, algo como “somos os Finterforst, estamos aqui e vocês estão aqui”, é seguro dizer que este EP é uma celebração da vida?

Simon Schillinger: Que estamos aqui é algo que o “Jenseits” diz alto e bom som! (risos) Como existou uma grande pausa nas actividades queríamos apresentar novo material e mostrar às pessoas que ainda estamos cá!

 

HellHeaven: Quando a pandemia surgiu ficámos com a sensação de que as sociedades iriam melhorar e ficar mais unidas, mas o que aconteceu foi o oposto. Como olhas para oas sociedades actuais e qual a solução para terminar com toda esta agressividade?

Simon Schillinger: A Humanidade e os seus desafios, esse é um tema complexo! (risos) As pessoas parecem estar cada vez mais egoístas e menos preocupadas com os outros! Poderíamos falar dos eventos recentes mas tenho tantos na minha cabeça que nem te consigo dar uma resposta com clareza! Começo a duvidar da sociedade a partir do momento que saio à rua e vejo comportamentos absurdos, acho que falta muita coisa na actualidade. No entanto, não vejo só o lado negativo, também vejo coisas brilhantes na Humanidade e pessoas boas, simples e que querem o melhorpara todos, e isso é o mais importante e é esse o caminho que temos que seguir, começando com as nossas crianças! Não vejo que mais possamos fazer que não seja viver as nossas vidas de forma decente e boa ao invés de estarmos a julgar os outros e a resmungar sobre tudo e todos!

 

HellHeaven: O último álbum foi em 2019, agora temos os EP! Para quando poderemos esperar um novo LP? Já existem ideias ou algo que queiram experimentar?

Simon Schillinger: Infelizmente ainda não te posso dizer muito sobre isso, mas há uma certeza, estamos motivados para começar a escrever novos temas em breve! Temos é de conseguir, esse é um processo que envolve muito trabalho, tempo e energia!

 

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HellHeaven: 2024 marca as duas décadas da banda, existe algo planeado para celebrar a ocasião? Qual a mensagem que deixas para Portugal…

Simon Schillinger: Ainda estamos a ver o que conseguimos fazer de especial para celebrar os 20 anos de carreira, talvez alguns concertos! (risos) Quero agradecer a todos o apoio que nos têm dado e quero que se mantenham bem e decentes! Sejam simpáticos com vocês mesmos e para todos os que vos rodeiam!

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