GOD HATES A COWARD - "se não tens nada de jeito para dizer, cala-te" (Entrevista)

Ainda com uma carreira curta os God Hates a Coward são uma das esperanças do Rock Instrumental nacional e estarão presentes no Comendatio Fest após vencerem, de forma surpreedente para a banda, o concurso para a última vaga do festival. A HellHeaven esteve à conversa com a banda. Entrevista: Nuno C. Lopes

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HellHeaven: Antes de mais, começo por agradecer o tempo para a entrevista! Sendo os God Hates a Coward uma banda, relativamente, recente qual o balanço que fazem do tempo de actividade?
GHAC: O balanço é positivo, principalmente devido ao feedback que temos tido nos concertos. Sentimos que o público sente a energia que tentamos transmitir.

HellHeaven: Durante o vosso tempo de existência vocês têm vindo a cimentar o nome no underground, numa altura em que tudo é tão difuso, quais são os maiores desafios e, em simultâneo, qual a maior dificuldade em “furar” nos tempos de hoje, ainda para mais sendo uma banda de Rock instrumental?
GHAC: A maior dificuldade é mesmo arranjar tempo entre trabalhos e vida familiar para poder agendar datas e tocar por aí fora mais vezes. Acho que é o principal meio para conseguir “furar” e dar a conhecer o nosso trabalho, não só ao público mas também a promotores. Mesmo apesar do facto de hoje em dia se chegar ao outro lado do mundo com as plataformas digitais, mas aquele factor de aparecer em cartazes constantemente cria aquela curiosidade de tentar saber mais sobre o som da banda.

HellHeaven: O vosso nome vem de uma canção dos Tomahawk, o que revela bem a vossa sonoridade. Posto isto, e para álem da banda de Mike Patton, de onde vem a vossa influência e o qual a mensagem que tentam passar?
GHAC: A influência principal é a música. Queremos é fazer música e tocá-la ao vivo. Não nos preocupamos muito se é do estilo X ou Y, até porque nem sabemos muito bem como catalogar as nossas músicas.
A mensagem que tentamos passar é a de que, se não tens nada de jeito para dizer, cala-te. Por isso é que somos uma banda instrumental.

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HellHeaven: O EP foi lançado recentemente, qual o tipo de reação que têm obtido e, nesse sentido, para quando podemos esperar o LP?
GHAC: Está a ser bem recebido, felizmente. As reacções têm sido positivas e têm surgido contactos para concertos o que é excelente.
Quanto ao LP, é algo que estamos a trabalhar, já temos músicas novas no forno a cozer em lume brando e esperamos não demorar muito até conseguir ter as suficientes para o terminar.

HellHeaven: Foram a banda que venceu o concurso lançado pelo Comendatio, foi algo que vos apanhou de surpresa? O que vos levou a participar e qual foi a reação quando perceberam que tinham ganho?
GHAC: Por acaso foi bastante surpreendente. Não estávamos nada à espera de conseguir que tanta gente votasse no nosso vídeo. Participámos principalmente porque é um festival que temos seguido ao longo destes anos em que se tem consolidado e apresentado cartazes de excelente qualidade dentro do underground e tínhamos a vontade de fazer parte dessa festa, até porque consideramos que o nosso som se enquadra bem no género e no público alvo do festival.

HellHeaven: Sendo o festival virado para a vertente progressiva do Rock o que podemos esperar de vocês e como olham para este tipo de festivais que “foge” ao convencional do Rock?
GHAC: Podemos garantir que não vai ser um concerto carregado de técnica, porque não a temos, mas vamos dar o nosso melhor e tentar fazer um concerto coeso e com “feeling”, que é o mais importante.
Olhamos com muito bons olhos, porque é preciso tomates para investir em espectáculos que não são propriamente “mainstream” e há sempre a dúvida se haverá retorno do investimento. E se não fosse este pessoal com essa coragem, muito dificilmente teriamos a possibilidade de ver certas bandas ao vivo sem termos de nos deslocar ao estrangeiro.

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HellHeaven: Para além dos temas do EP o que podemos esperar dos GHAC, existe alguma novidade planeada para apresentação?
GHAC: Iremos estrear ao vivo umas músicas novas e quem sabe uma coreografia dos Meninos da lágrima também.

HellHeaven: Estando vocês no “ramo” há algum tempo, como olham para o cenário Rock/Metal actual em Portugal? Acham que o pessoal está preparado para uma banda com a vossa sonoridade? Ou o vosso objectivo é chegar a outros palcos, quem sabe lá por fora?
GHAC: Acho que o pessoal está bem preparado para a nossa sonoridade e basta ver que há bastantes projectos internacionais que passam por cá e têm lotações esgotadas ou perto disso.
Claro que também ambicionamos chegar lá fora, porque como disse antes, queremos mesmo é tocar ao vivo.

HellHeaven: O que podemos esperar dos GHAC para o futuro? Qual a mensagem que deixam para quem vos lê?
GHAC: Se tudo correr bem, o tal LP. Mas mais brevemente esperem também encontrar-nos por aí na estrada porque iremos andar a promover o EP com concertos espalhados um pouco por todo o país.
A mensagem é: apareçam cedo no Comendatio no dia 15 para não perderem a nossa actuação! Temos a certeza que não se vão arrepender.

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