GOTHMINISTER – “O rei está morto, longa vida ao rei!” (Entrevista)

A completar 25 anos de carreira, e com 8 álbuns na bagagem, os noruegueses Gothminister acabam de lançar “Pandemonium II: The Battle of the Underworlds”. Não só isso, mas a banda esteve também recentemente na corrida para representar a Noruega no festival da Eurovisão. Tudo isto foram motivos para a HellHeaven estar à conversa com o próprio Gothminister (Bjørn Alexander Brem, vocalista). Entrevista: João Gama

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HellHeaven: Olá, e parabéns pelo novo álbum “Pandemonium II: The Battle of the Underworlds” prestes a ser lançado! O disco é uma continuação directa do anterior “Pandemonium”. Podes recapitular a história da primeira parte?
Gothminister: Olá e muito obrigado. Em "Pandemonium" vemos que uma rebelde é capturada e o rei Gothminister ordena que seja decapitada. Um homem em particular fica horrorizado quando ela morre e segura a sua mão. Então ele torna-se o líder dos rebeldes que acabam por derrotar os guardas do rei. A estátua do rei Gothminister é demolida, a cidade queimada, e o rei Gothminister é visitado pela sua falecida esposa, com quem se reunirá. Os rebeldes invadem o castelo e o seu líder mata o rei na sala do trono onde estava sentado. Quando o rei morre, liberta uma bola de cristal mágica que transforma os rebeldes em mortos-vivos, e o vídeo termina revelando o líder rebelde, agora sentado no trono do rei, tornando-se no novo vilão. E a história repete-se: O rei está morto, longa vida ao rei!

HellHeaven: Que queres revelar sobre o segundo capítulo? E qual foi a motivação para fazer uma sequela?
Gothminister: Ora este ciclo maléfico, por outro lado, foi algo que o próprio rei Gothminister planeou e desejou para que o poder do reino vivesse para sempre sob o mesmo “clã”. Mas eu percebi que não podia parar aí. De repente, tive a ideia de continuar a história, voltando atrás no tempo explicar o que realmente aconteceu: quem era a mulher executada e qual era a sua história e tal como a do novo rei. Nem tudo correu como planeado em “Pandemonium”. É por isso que o malvado rei Gothminister surge dos mortos para tentar resolver as coisas – esta jornada começa com o primeiro single e videoclipe de “Pandemonium II: The Battle of the Underworlds” que é “I am The Devil”. Explicamos ainda mais no vídeo “Battle”. E “We Come Alive” é outra peça do puzzle.

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HellHeaven: Há mais planos para continuar a promover o disco através de vídeos?
Gothminister: No total haverá seis vídeos para completar toda a história: “Pandemonium”, “Demons”, “I am the Devil”, “Battle of the Underworlds”, “We Come Alive” e um último a ser lançado neste Outuno para a concluir. Também iremos editar todos os seis videoclipes, na ordem correcta, para os exibir em alguns cinemas selecionados no Outono.

HellHeaven: Quais dirias serem, na tua opinião, as principais diferenças entre os dois álbuns? E apesar de ainda ser um pouco cedo, considerarias a possibilidade de outra sequela? (Talvez as trilogias ainda estejam na moda!)
Gothminister: “Pandemonium II” talvez seja um pouco mais rápido e experimental, diria eu… Quanto a uma trilogia, nunca digas nunca! O tempo o dirá…

HellHeaven: Além dos vários vídeos de que falamos, há mais planos para promover o álbum? Já há datas para espectáculos?
Gothminister: Fizemos uma digressão europeia em 2023 (Finlândia, Alemanha, Holanda, Bélgica, França, Reino Unido, Noruega) e este ano tocamos nos EUA, Noruega e Alemanha. A digressão europeia planeada para este ano foi adiada para 2025 e esperamos estar de volta a Portugal - depois de 20 anos (a última vez já foi em 2005).

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HellHeaven: Competiram recentemente para representar a Noruega no Festival Eurovisão da Canção (ESC). Parece-me que está a tornar-se cada vez mais comum ter bandas pesadas nestas competições. Concordarias? E qual é a tua perspectiva de trazer bandas pesadas para um nicho mais mainstream?
Gothminister: Sim, o ESC também evolui e está-se a tornar cada vez mais um show de horrores. Ficamos em 4º lugar nas seleções finais - infelizmente a banda que venceu a Noruega ficou em último lugar nas finais do ESC, espero e acho que teríamos feito melhor, porque “We Come Alive” tem um som mais europeu, talvez... quem sabe?! (risos)

HellHeaven: Os Gothminister estão a completar 25 anos. Em retrospectiva, que momentos destacarias como altos e baixos na vossa carreira? E que conselho(s) darias a bandas novas ou em início de carreira?
Gothminister: Pontos baixos: talvez não avançar nas semifinais da ESC na Noruega (MgP) em 2013 porque não estávamos em condições e isso foi realmente uma chapada na cara. (risos)
Pontos altos: M’Era Luna Festival MainStage 2023 em frente a quase 30.000 pessoas é sem dúvida um dos momentos memoráveis, mas há muitos mais. Estou muito feliz com esta carreira!
Para bandas principiantes: acreditem em vós mesmos – tudo é possível!

HellHeaven: Por último, que mensagem gostarias de deixar aos fãs em Portugal?
Gothminister: Espero realmente ver-vos novamente. Adoramos Portugal e adoraríamos tocar aí novamente!!!

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