OCEANS - "No final do dia o que conta é que fazemos a música que gostamos" (Entrevista)

A Modern Primitive Tour está a chegar a Portugal! Dias 15 e 16 a digressão passa por Porto e 
Lisboa! Uma das atrações são os Oceans, eles que trazem “Happy” debaixo do braço e que é, para muitos, uma das surpresas de 2024. Estivemos à conversa com o baterista J.F. Grill sobre esta passagem por Portugal… Entrevista: Nuno C. Lopes

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HellHeaven: Começo por te dar os parabéns pelo novo álbum “Happy”! Estão felizes pela forma como o disco saiu?
J.F.Grill: Estamos felizes! (risos) Agora a sério, estamos muito entusiasmados com a forma como o disco foi recebido, foi muito além do que estávamos à espera! Parece que fizemos alguma coisa bem! (risos)

HellHeaven: A vossa música tem elementos diversos, o que torna difícil descrever os Oceans, existindo quem vos chame de Modern Metal. Como se sentem com este rótulo?
J.F. Grill: Os rótulos podem ajudar a identificar a música de forma, quase, instantânea! São uma ferramenta, nada mais! Mas, pessoalmente, gosto muito do rótulo “Nu-Death”! (risos) De qualquer das formas não nos sentamos e decidimos que queremos fazer “NuDeath” ou “Modern Metal”, os temas ficam dessa forma devido às influências coletivas de muitos géneros! Este mistura pode, esperamos, ser algo que soe fresco e que possa ser chamado de “Modern”, pelo menos na nossa opinião, por isso não temos qualquer problema! No final do dia o que conta é que fazemos a música que gostamos e não pensar muito em géneros, rótulos e outras coisas assim! 

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HellHeaven: “Happy” não é um nome natural para o conteúdo do álbum, que parece ser mais um “red alert” e uma visão da sociedade actual. Quase parece que o título é uma metáfora para estes dias, concordas?
J.F.Grill: (risos) Claro que essa contradição é natural! A faixa-título, por exemplo, fala sobre uma felicidade perdida do passado e a busca infinita e o vazio que nunca é preenchido e, claro, o desespero que isso traz! ~Isto pode ser adaptado à realidade das redes sociais mas, também, a variadas situações da vida! Olhamos para o “Happy” como uma captura de todos esses sentimentos, contudo deixamos espaço ao ouvinte que se possa projetar nos temas e fazer as suas associações! 

HellHeaven: Quando olhamos para a sociedade vemos que muita coisa mudou, especialmente depois da pandemia, o que parece ter dado azo a ficarmos mais sozinhos e separados que nunca, concordas? Qual será a solução para reverter este caos?
J. F. Grill: Estamos de acordo no aspeto em que a pandemia tornou as questões sociais mais à tona! De repente toda a vida acontecia online! Todo o contacto social desapareceu e, mesmo no inicio, quando conhecias alguém pessoalmente, quase sentias que estavas a pôr a tua vida em risco e a da pessoa! O isolamento separaram as sociedades mais que nunca! Gostávamos de oferecer soluções para este, e outros problemas, mas não as temos! Talvez se pudesse por aceitar as opiniões das outras pessoas e falar sobre isso ao invés de nos fecharmos na nossa “bolha! Os Oceans sempre sentiram que a música, especialmente ao vivo, foi uma grande ajuda no passado! Ajudou-nos a ouvir os outros a falar de tópicos que nos lembram um mau bocado e que possam dar sentimentos de luta… estamos muito felizes por poder fazer o mesmo!

HellHeaven: Isso leva à questão, onde têm de estar, mentalmente, para escrever? Toda esta convuçsão torna tudo mais fácil?
J.F. Grill: Não, nada disso! (risos) É sempre mais fácil ver a Netflix ou jogar um vídeojogo ou, simplesmente, gastar algum tempo nas redes sociais, em vez de estar sentados a escrever! Ser criativo pode parecer fixe mas dá muito trabalho, felizmente é o tipo de trabalho que gostamos! (risos) Não é um estado de espírito especifico, por vezes as coisas apenas precisam de sair, outras vezes agendamos algo para nos sentar e escrever um tema!

HellHeaven: Vão estar em Portugal naque que, creio será a primeira vez por cá, o que podemos esperar desses concertos? Conhecem algo sobre nós?
J.F.Grill: Nesta tour vamos fazer a estreia em muitos países, e Portugal é um deles! Estamos muito entusiasmados e esperar começar um pit ou dois enquanto vos conhecemos melhor! Por norma, depois dos concertos vamos sempre para o merch e esperamos encontrar os nossos fans e beber uma cerveja! 

HellHeaven: Como lidam com a pressão de ter um grande disco e estar numa tour como a “Modern Primitive”? 
J.F. Grill: Os temas de “Happy” são um desafio para nós, principalmente para mim, enquanto baterista! São temas muito rápidos e técnico! Estamos muito satisfeitos por, ao fimde alguns concertos, nos sentirmos confortáveis e alinhados para dar um concerto com energia e de forma profissional! É sempre assustador estar numa digressão com bandas como SepticFlesh ou Equilibrium mas, até ao momento, tem sido bastante motivante! 

HellHeaven: Que conselho dás a quem não tem ingresso e qual a mensagem que deixas para os metalheads?
J.F. Grill: Bom, se não fores vais perder uma grande noite com quatro bandas fantásticas! Ainda que a nossa música possa não ser a tua “cena”, tenho a certeza que não vais resistir à energia que temos no palco! Ainda mais esta é a nossa primeira vez e, não poderemos fazer isso novamente! Nada como a primeira vez… (risos)

 

 

 

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