Os gregos Riffobia podem, para muitos, ser desconhecidos, no entanto, isso parece estar a mudar com o novo álbum, homónimo, que eleva bem alto a chama do Thrash! Entrevista: Nuno C. Lopes

HellHeaven: Começo por vos dar os parabéns pelo novo álbum «Riffobia». Quais os pensamentos em relação ao resultado final e, também, que tipo de feedback estão a receber?
Riffobia: Olá a todos! Ao fim de sete anos sem actividade lançámos o terceiro álbum e acreditamos que este é o nosso melhor álbum até hoje e estamos muito felizes com ele. As reações estão a ser muito boas e as pessoas parecem estar entusiasmadas com o álbum, pelo menos é a ideia que temos dos comentários que recebemos nas redes sociais e também pelas vendas!
HellHeven: Sendo este o vosso terceiro álbum a questão é inevitável, existindo aquele mito em torno de um terceiro álbum, sentiram alguma pressão ou alguma quebra criativa enquanto o faziam?
Riffobia: Não, não sentimos nada disso! Trabalhámos no que tínhamos e da mesma forma de sempre e tentámos obter o melhor resultado possível.
HellHeaven: Ao mesmo tempo a banda está a celebrar os primeiros dez anos de carreira. Como olham para o crescimento e percurso dos Riffobia?
Riffobia: Na verdade a banda teve o seu inicio em 2000 e lançámos a primeira demo em 2005, ainda fizemos alguns concertos na nossa cidade mas acabámos por nos separar! Voltámos a reunir a banda em 2011, por isso, na verdade estamos já na terceira década! (risos) Ao longo de todos estes anos, mesmo com a primeira formação tem vindo a crescer e as coisas estão a ficar melhores a cada dia que passa.
HellHeaven: O nome da banda é muito fixe e, também, irónico. Digo isto porque se há uma fobia de Riffs como conseguem fazer um álbum cheio deles? (risos)
Riffobia: Foi um trocadilho em que pensámos quando tínhamos 19 anos, gostámos e decidimos manter! (risos) Escrevemos muitos riffs para os nossos temas, por isso queríamos que o nome da banda transmitisse isso e tive a palavra «riff». Feitas as contas, gostámos da mistura entre as duas palavras! (risos)
HellHeaven: Musicalmente falando, no álbum conseguimos ouvir algumas das vossas influências e vou arriscar em dizer que vocês são uma mistura entre a ferocidade dos Slayer e a tenacidade de Sodom. Estarei certo e como descreveriam a vossa música?
Riffobia: Estás muito perto! (risos) Crescemos a ouvir Slayer, Exodus, Sodom, Kreator e todos os clássicos dos anos 80, aquelas bandas thrash dessa altura acabaram por nos influenciar!

HellHeaven: Também é curioso o facto de, em 2023 e de Thrash, existir uma grande conversa em redor dos álbuns de Metallica e Overkill mas, ao mesmo tempo, não há muito falatório sobre as novas bandas do género, onde podemos colocar os Riffobia. Como olham para a cena Thrash e onde colocariam a banda?
Riffobia: É correcto falar bastante sobre bandas históricas quando lançam coisas novas! Mas, por outro lado acaba por ser prejudicial porque retira muita promoção a novas bandas! Acho que o público acaba por ter alguma responsabilidade nisso porque preferem ouvir as bandas mainstream do que bandas novas!
HellHeaven: Voltando ao álbum, qual foi o pavio que vos levou a estes temas e qual o desafio que colocaram em vocês?
Riffobia: As letras são inspiradas em tudo o que nos rodeia, coisas como ódio, violência, medo, guerra, as doenças mentais e, juntas a isso, uma dose de fantasia.
HellHeaven: Depois de tudo o que aconteceu no Mundo nestes três anos como tem sido o regresso aos palcos e o que têm em mente em relação a uma possível digressão? Quais os ovos desafios de andar na estrada?
Riffobia: Estamos muito satisfeitos por voltar aos palcos! E queremos continuar a dar o maior número de concertos de forma a dar a conhecer o novo álbum. As digressões são sempre os melhores momentos para os músicos, temos essa noção e temos isso em mente e vamos tentar dar mais concertos no futuro!

HellHeaven: 2024 marca a terceira década da banda. Existem planos para celebrar a ocasião e como olhas para o futuro dos Riffobia?
Riffobia: Ainda não pensámos em nada específico mas de certeza que vamos fazer alguma coisa! Quanto ao futuro esperamos lançar mais álbuns e poder dar mais concertos no futuro.
HellHeaven: Qual a mensagem que deixam para Portugal…
Riffobia: Começo por agradecer a entrevista! Continuem a ouvir Metal e apoiem as novas bandas!