TYGERS OF PAN TANG - “os Tygers são uma banda de Heavy Metal contemporâneo que continua a escrever música e a lançar novos álbuns!” (Entrevista)

Os Tygers of Pan Tang são, ao lado de bandas como Saxon, Iron Maiden ou Judas Priest, parte da fundação do que ficou conhecido como a NWOBHM. Ao fim de mais de quatro décadas a banda continua a surpreende pela sua vitalidade e criatividade, como se ouviu em “Bloodlines”, no ano passado. “Live Blood” é o disco ao vivo que celebra o álbum e, também a relação com a Mighty Music. A HellHeaven esteve à conversa com o vocalista Jack Meille. Entrevista: Nuno C. Lopes

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HellHeaven: Deixa-me começar por agradecer o teu tempo e dar os parabéns pelo mais recente “Live Blood”, álbum que celebra o oitavo aniversário dos Tygers com a Mighty Music. O que pensas sobre este disco?
Jack Meille: Este é o meu primeiro álbum ao vivo de sempre! (risos) Estou muito orgulho do que fizemos! Este álbum capta muito bem a energia da banda ao vivo! Gravámos o disco no The Patriot, em Gales e é um local muito especial! É um clube pequeno mas tem uma audiência muito entusiasta e, se ouvires o álbum consegues perceber que o público é quase parte da banda! (risos)

HellHeaven: Os Tygers começaram a carreira no final dos anos 70 e esta é, de certa forma, a terceira encarnação da banda. O que sente a banda por, ao fim de tantos anos, ainda se encontrar no activo?
Jack Meille: 2024 marca o meu vigésimo aniversário com a banda e sou o vocalista que mais tempo está na banda, em toda a sua história! É uma honra para mim este título! Em 20 anos consegui fazer das músicas antigas “minhas” e gravei quase todas as músicas que tocamos ao vivo e isso dá-me uma grande confiança e não sinto grande diferença quando canto a “Gangland”, a “Suzie Smiled” ou “Fire on The Horizon”, esta do mais recente “Bloodlines”.

HellHeaven: Muita coisa mudou na industria e na forma como as pessoas ouvem música. Como olhas para esta transformação? Sentes falta dos velhos tempos?
Jack Meille: Tens de aceitar as mudanças se te queres manter como músico de profissão, não é? Pessoalmente, acho que os fans de Metal continuam a comprar Cds e vinis de forma constante ao longo das gerações! Nos nossos concertos consigo ver adolescentes lado a lado com Metalheads na casa dos 50… acho que o Metal não sofreu muito com estas mudanças como, talvez, outros géneros!

HellHeaven: Os Tygers foram parte do que foi chamado de NWOBHM, ao lado de bandas como Iron Maiden ou Saxon, por exemplo. Existia o sentimento na altura de que estavam a fazer história? O que te dizem os restantes membros sobre esses tempos?
Jack Meille: Esta seria uma questão para o Robb (Weir, guitarra)! Creio que nenhuma banda sentia que estava a fazer história mas existia o sentimento que o Heavy Metal era a música ideal para aqueles tempos difíceis. A classe trabalhadora abraçou estas bandas e como elas tocavam originais e algumas versões no inicio, isso acabou por ser essencial! Aliás, foi assim que os Tygers começaram, depois começaram a incluir alguns originais e as pessoas continuaram a aparecer nos concertos!

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HellHeaven: O “Bloodlines” foi um disco muito bem recebido e é, também, o disco de estreia do Francesco (Marras, guitarra) e do Huw Holding (baixo). O que é que eles oferecem aos Tygers e qual o desafio que vocês colocam enquanto banda?
Jack Meille: O Francesco é um guitarrista e compositor fantástico! A química entre ele e o Robb foi fantástica. A maioria dos temas do “Bloodlines” foi escrita entre eles os dois e o Craig (Ellis, bateria), eu contribui nas melodias e nas letras. O Huw juntou-se à banda quando os temas já estavam escritas, contudo ele foi capaz de adicionar o groove e guiar todas as gravações! Ele é um baixista e performer tremendo!

HellHeaven: O “Live Blood” é uma viagem pela vossa carreira mas a maior supresa e a inclusão de temas do vosso tempo na MCA. Como foi voltar a tocar estes temas?
Jack Meille: Sempre tocámos temas antigos ao vivo! Nunca poderia existir uma digressão dos Tygers sem a “Hellbound”, “Gangland” ou “Suzie Smiled”! Adoramos tocar esses temas e a audiência também os quer ouvir! Dito isto, estou muito satisfeito com o facto de temas mais recentes, como “Only the Brave” ou “Keeping me Alive” sejam considerados clássicos! Não adormecemos no nosso passado e não somos uma banda de “deja vu”, os Tygers são uma banda de Heavy Metal contemporâneo que continua a escrever música e a lançar novos álbuns!

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HellHeaven: O Hard Rock e o Metal atingiram um nível de popularidade e atenção que, talvez, tenha sido inesperado, como olhas para isso? Há alguma coisa nova que te tenha surpreendido?
Jack Meille: Como te disse, o Heavy Metal consegue, constantemente, cativar ouvintes e novos fans! Pode não ser o género mais inovador mas tem provado ter fundações sólidas e, enquanto bandas como Judas Priest ou Saxon continuarem a lançar álbuns como os últimos que lançaram, então sou o headbanger mais feliz do Mundo! (risos)

HellHeaven: O “Bloodlines” foi lançado o ano passado e agora temos o disco ao vivo. Já existem planos para um álbum futuro? Há algo que possas desvendar?
Jack Meille: Sim, estamos neste momento a escrever novos temas! Estamos a viver um momento muito criativo e não podíamos estar mais felizes! Já temos alguns temas fortes e as ideias contiuam a chegar… (risos)

HellHeaven: Qual a mensagem que deixas para os fans de Portugal…
Jack Meille: Muito obrigado pelo vosso apoio ao longo dos anos! Os Tygers apenas estiveram aí uma vez e esperamos um dia poder voltar aí! Adoramos estar no palco e partilhar a nossa energia com o público.

 

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